Descubra o AURA-T, a inovadora IA brasileira que está revolucionando o pré-diagnóstico de autismo e outras neurodivergências no Brasil, tornando o processo mais ágil, acessível e inclusivo.
No Brasil e no mundo, a caminhada até o diagnóstico de pessoas neurodivergentes continua sendo longa, cara e muitas vezes confusa. Famílias enfrentam meses e, em muitos casos, anos de espera por uma avaliação especializada, um cenário que se agrava devido à escassez de profissionais capacitados em algumas regiões e ao alto custo dos processos diagnósticos. A realidade brasileira, em particular, apresenta desafios únicos, como a vasta extensão territorial, a desigualdade socioeconômica e a carência de políticas públicas eficazes que garantam acesso equitativo a serviços de saúde mental e neurodesenvolvimento.
Estudos indicam que o tempo médio para se obter um diagnóstico de autismo no Brasil pode variar significativamente, com muitas famílias levando anos para conseguir uma avaliação completa. Essa demora tem impactos profundos no desenvolvimento da pessoa neurodivergente, pois o acesso precoce a intervenções e terapias é crucial para otimizar o desenvolvimento de habilidades e a qualidade de vida. A falta de um diagnóstico formal impede o acesso a direitos e benefícios sociais, a acompanhamento escolar adequado e a terapias multidisciplinares que poderiam fazer uma diferença substancial.
Profissionais da saúde, por sua vez, lidam com sobrecarga, falta de tempo e a pressão do trabalho clínico. A demanda por diagnósticos é crescente, enquanto os recursos disponíveis para a formação e capacitação de especialistas não acompanham essa curva.
Essa lacuna gera um ciclo vicioso: a fila de espera aumenta, a qualidade da avaliação pode ser comprometida devido à pressão por rapidez, e a exaustão profissional se torna uma realidade. No contexto brasileiro, a distribuição desigual desses profissionais entre grandes centros urbanos e áreas mais remotas exacerba ainda mais o problema do acesso.
E as pessoas neurodivergentes ficam no centro de tudo isso, sem acesso ao suporte e às intervenções que poderiam mudar suas vidas. A ausência de um diagnóstico claro atrasa o início de tratamentos eficazes, leva a equívocos no manejo, frustração para a pessoa e para a família, e um sentimento de isolamento.
É fundamental que haja uma mudança de paradigma, onde a tecnologia e a inovação desempenhem um papel crucial na superação dessas barreiras, tornando o caminho para o diagnóstico mais leve, rápido e inclusivo. E é isso que a Braine quer te apresentar hoje com o AURA-T.
Sumário
Principais formas de neurodivergência e suas características

Neurodivergência é um termo que abriga a complexidade do cérebro humano em suas múltiplas formas de funcionar, perceber, sentir e existir. O termo nos convida a repensar tudo o que aprendemos sobre normalidade, funcionamento cerebral e pertencimento. Ele abriga uma gama de variações neurológicas que influenciam profundamente como uma pessoa percebe o mundo ao seu redor, interpreta estímulos, processa informações, sente emoções e interage com os outros.
Mais do que uma definição clínica, neurodivergência é uma forma de existência. E como toda forma de existir, ela não cabe em moldes rígidos. A ideia de que há um “cérebro padrão” — linear, normativo, funcional segundo critérios generalistas — perde força quando nos deparamos com a pluralidade da experiência humana. A neurodivergência, nesse contexto, não é um desvio a ser corrigido, mas uma expressão legítima da diversidade biológica e cognitiva da nossa espécie.
É preciso afirmar com todas as letras: neurodivergência não é uma patologia. Não é um erro de fábrica, um ruído no sistema, uma falha a ser consertada. Ela pode, sim, vir acompanhada de desafios — especialmente em uma sociedade que ainda estrutura suas normas a partir de uma lógica excludente. Mas ela também carrega habilidades singulares, formas criativas de raciocínio, sensibilidades aguçadas, jeitos únicos de resolver problemas e contribuir com o coletivo.
Só a partir dessa compreensão é que podemos desenhar ambientes verdadeiramente inclusivos, propor políticas públicas eficazes, qualificar os sistemas de saúde, educação e trabalho, e oferecer suporte que não seja padronizado, mas calibrado com a escuta das necessidades reais de quem vive essas experiências todos os dias.
Entre as expressões mais reconhecidas da neurodivergência, podemos citar:
- Transtorno do Espectro Autista (TEA): O TEA é uma condição complexa do neurodesenvolvimento que se manifesta por padrões de comportamento repetitivos e restritos, além de diferenças na comunicação social e interação com o mundo. As características variam amplamente entre os indivíduos, formando um “espectro” de apresentações. Isso significa que duas pessoas com TEA podem ter necessidades e habilidades muito diferentes. As dificuldades de comunicação podem incluir atrasos na fala, dificuldade em manter conversas, uso peculiar da linguagem ou, em alguns casos, ausência total de comunicação verbal. As interações sociais podem ser desafiadoras, com dificuldade em compreender e expressar emoções, interpretar sinais sociais não-verbais e desenvolver relacionamentos recíprocos.
- Transtorno Afetivo Bipolar (TAB): Conhecido popularmente como transtorno bipolar, o TAB é uma condição de saúde mental caracterizada por oscilações intensas de humor, que alternam entre episódios maníacos (ou hipomaníacos) e depressivos. Durante a fase maníaca, a pessoa pode experimentar euforia, aumento da energia, diminuição da necessidade de sono, pensamento acelerado, impulsividade e, em alguns casos, comportamentos de risco. Já na fase depressiva, predominam tristeza profunda, perda de interesse, fadiga, alterações no sono e apetite, e sentimentos de desesperança. Essas mudanças de humor podem ser debilitantes e impactar significativamente a vida pessoal, profissional e social. O manejo do TAB geralmente envolve medicação, psicoterapia e estratégias de autocuidado para estabilizar o humor e prevenir recaídas.
- Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): O TDAH é um transtorno neurobiológico que afeta a capacidade de concentração, o controle de impulsos e, em alguns casos, provoca hiperatividade. As manifestações variam, mas geralmente incluem desatenção (dificuldade em manter o foco em tarefas, esquecimento, facilidade em se distrair), hiperatividade (inquietação, dificuldade em ficar parado, falar excessivamente) e impulsividade (interrupção de conversas, agir sem pensar nas consequências). Embora seja frequentemente diagnosticado na infância, o TDAH pode persistir na vida adulta, impactando o desempenho acadêmico, profissional e os relacionamentos. O tratamento envolve uma combinação de medicação, terapia comportamental e estratégias de organização e gerenciamento do tempo.
- Transtornos de Personalidade: Esta categoria abrange um grupo de condições que impactam profundamente o modo como a pessoa percebe a si mesma e se relaciona com os outros. Caracterizam-se por padrões de pensamento, emoção e comportamento inflexíveis e mal-adaptativos que se desviam significativamente das expectativas culturais, causando sofrimento ou prejuízo funcional. Exemplos comuns incluem:
- Transtorno de Personalidade Limite (Borderline): Caracterizado por instabilidade emocional intensa, impulsividade, relacionamentos interpessoais tumultuados, medo do abandono, autoimagem distorcida e, em alguns casos, automutilação ou pensamentos suicidas.
- Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN): Envolve um padrão generalizado de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia, com uma crença exagerada na própria importância e talentos. O tratamento para transtornos de personalidade geralmente é de longo prazo e envolve terapia, com foco em habilidades de regulação emocional e melhora dos relacionamentos.
- Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): O TOC é marcado por pensamentos intrusivos e persistentes (obsessões) e/ou comportamentos repetitivos e ritualísticos (compulsões) que buscam aliviar a ansiedade gerada pelas obsessões. As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos indesejados e recorrentes que causam angústia, como preocupações com contaminação, simetria ou dúvida. As compulsões são atos mentais ou físicos repetitivos que a pessoa se sente impelida a realizar em resposta a uma obsessão, como lavar as mãos excessivamente, verificar fechaduras ou organizar objetos de forma específica. Essas compulsões são realizadas na tentativa de reduzir a ansiedade ou evitar uma situação temida, mas são excessivas e consomem tempo significativo, interferindo na rotina diária. O tratamento eficaz geralmente inclui terapia cognitivo-comportamental e, em alguns casos, medicação.
- Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD): Representam potencialidades cognitivas ou criativas significativamente acima da média para a idade, exigindo atenção educacional diferenciada. Indivíduos com AH/SD podem apresentar uma capacidade intelectual superior, grande curiosidade, pensamento criativo, memória excepcional, rápida aprendizagem e desenvolvimento precoce em uma ou mais áreas específicas (acadêmica, artística, psicomotora, social/emocional). É crucial que o sistema educacional e a sociedade reconheçam e ofereçam programas que estimulem e desenvolvam esses talentos, evitando que o potencial seja desperdiçado por falta de desafios ou compreensão. A identificação precoce permite que esses indivíduos recebam o suporte necessário para florescer plenamente.
- Dislexia: A dislexia é uma dificuldade persistente na leitura e na decodificação de palavras, que afeta a compreensão de textos e o desempenho escolar, mesmo com inteligência normal e instrução adequada. É um transtorno de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizado por dificuldades com o reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, e por pouca habilidade ortográfica e de decodificação. Essas dificuldades resultam tipicamente de um déficit no componente fonológico da linguagem. As pessoas com dislexia podem ter dificuldade em reconhecer letras e sons, soletrar, ler fluentemente e compreender o que leem. O apoio educacional especializado e estratégias de ensino adaptadas são essenciais para ajudar os disléxicos a superarem seus desafios e alcançarem o sucesso acadêmico e profissional.
- Disgrafia: A disgrafia se manifesta como alterações na escrita, como letra ilegível, organização desordenada, espaçamento irregular, escrita lenta e dificuldade em formar letras ou palavras de forma consistente, mesmo com raciocínio verbal preservado. Não é um problema de inteligência, mas sim uma dificuldade na coordenação motora fina envolvida na escrita. Pode ser primária (sem relação com outras condições neurológicas ou emocionais) ou secundária (associada a outras condições). Intervenções pedagógicas específicas e o uso de ferramentas de apoio (como teclados ou programas de reconhecimento de voz) podem ser muito úteis para pessoas com disgrafia.
- Discalculia: A discalculia é uma neurodivergência relevante que merece ser mencionada. É uma dificuldade específica e persistente na compreensão e manipulação de conceitos numéricos e matemáticos. Assim como a dislexia afeta a leitura, a discalculia afeta a capacidade de realizar cálculos, entender sequências numéricas, interpretar gráficos e resolver problemas matemáticos. Não está ligada à inteligência, e indivíduos com discalculia podem ser altamente capazes em outras áreas. Estratégias de ensino adaptadas e o uso de materiais visuais e manipulativos são importantes para auxiliar o aprendizado da matemática.
- Dispraxia (Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação – TDC): A dispraxia é uma condição que afeta a coordenação motora e o planejamento de movimentos. Pessoas com dispraxia podem ter dificuldades com tarefas motoras finas (escrita, uso de talheres), motoras grossas (correr, pular) e planejamento de sequências de movimentos. Isso pode impactar atividades diárias, esportes e aprendizado. O diagnóstico precoce e a terapia ocupacional são importantes para desenvolver habilidades motoras e estratégias de compensação.
O cenário que pede por transformação
É dentro desse panorama onde a compreensão das neurodivergências ainda avança em ritmos desiguais — que nasce o AURA-T, uma ferramenta criada para somar, escutar e, sobretudo, facilitar caminhos. Desenvolvido com inteligência artificial e sustentado por dados alinhados à realidade brasileira, o AURA-T representa um novo capítulo na forma como entendemos, acolhemos e conduzimos os primeiros passos de identificação das neurodivergências.
O AURA-T quer ser o reflexo de uma escuta contínua às demandas reais de quem vive o cotidiano do cuidado. Ele nasce da percepção de que os profissionais da saúde e da educação muitas vezes não têm tempo, formação específica ou estrutura suficiente para realizar uma triagem sensível, eficiente e segura. Surge da urgência de tornar esse processo mais acessível a quem vive longe dos grandes centros, a quem atende em redes públicas sobrecarregadas, a quem precisa decidir com pouco, mas deseja fazer muito.
O AURA-T foi desenhado para isso: facilitar o início de um processo que ainda é, em muitos casos, lento e desigual. Ele não substitui ninguém, não anula saberes. Ele colabora. Oferece uma triagem rápida, contextualizada e inteligente, que respeita a diversidade e leva em consideração as nuances da experiência neurodivergente.
Seu objetivo é ampliar a capacidade de cuidado, não reduzi-la a fórmulas.
O que é o AURA-T e como ele funciona?

O AURA-T (Autism Universal Rapid Assessment Tool) é uma ferramenta de inteligência artificial criada para auxiliar no processo de pré-diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. Ele não substitui a avaliação médica ou psicológica, mas complementa e organiza as etapas iniciais de investigação.
Desenvolvido com base em princípios de Lean Healthcare e ancorado em critérios clínicos já validados pela ciência, o AURA-T analisa os dados de testes padronizados e entrevistas realizadas por profissionais de saúde. A ferramenta organiza, interpreta e transforma esses dados em um relatório estruturado, visual e objetivo, facilitando a compreensão dos padrões de comportamento, de aprendizagem e de desenvolvimento da pessoa avaliada.
O AURA-T como escala de avaliação e instrumento complementar
O AURA-T funciona como uma escala de avaliação digital, projetada para ser um instrumento complementar no processo de triagem neurodesenvolvimental. Ele não é um “diagnóstico automático”, mas sim uma ferramenta que potencializa a capacidade de análise do profissional. Sua aplicação pode ser feita de forma individual, adaptando-se tanto a um cenário presencial em consultórios ou clínicas, quanto a um formato on-line, facilitando o acesso em diferentes contextos geográficos e sociais. Essa flexibilidade é crucial para o Brasil, onde a distância e a carência de especialistas em certas regiões são grandes desafios.
A Inteligência Artificial do AURA-T: Algoritmo próprio e fontes validadas
O coração do AURA-T reside em sua IA com algoritmo próprio, meticulosamente desenvolvido e baseado em ferramentas de neuropsicologia contextualizada para a cultura brasileira. Isso significa que, ao contrário de soluções genéricas, o AURA-T considera as particularidades culturais, sociais e linguísticas do Brasil, tornando suas análises mais precisas e relevantes para a população local.
Para garantir a robustez e a validade científica de suas análises, o AURA-T se baseia em um conjunto de fontes renomadas e validadas internacionalmente, adaptadas e calibradas para o contexto brasileiro. Essas fontes incluem:
- AQ-10 (Autism Spectrum Quotient – 10 itens): Um breve questionário de triagem para autismo.
- ADOS-2 (Autism Diagnostic Observation Schedule, Second Edition): Uma avaliação padronizada e semi-estruturada da comunicação, interação social e uso imaginativo de materiais para indivíduos suspeitos de ter autismo.
- M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers): Uma ferramenta de triagem para risco de TEA em crianças pequenas.
- CARS (Childhood Autism Rating Scale): Uma escala de classificação que ajuda a identificar o autismo e seu grau de gravidade.
- SRS-2 (Social Responsiveness Scale, Second Edition): Uma escala que avalia o comportamento social e o impacto do autismo na vida cotidiana.
- SNAP (Strengths and Difficulties Questionnaire – SDQ): Embora o SNAP seja mais associado ao TDAH, ele auxilia na identificação de dificuldades comportamentais e emocionais em crianças e adolescentes, fornecendo um panorama mais amplo que pode complementar a avaliação neurodesenvolvimental.
Além dessas escalas, os critérios diagnósticos do DSM-5-TR e do CID-11 são integralmente associados ao algoritmo do AURA-T. Isso assegura que a ferramenta esteja alinhada com os mais recentes e reconhecidos padrões internacionais para o diagnóstico de transtornos neurodesenvolvimentais, oferecendo um embasamento científico sólido para seus relatórios.
Desenvolvimento e Operacionalização: Lean Healthcare e Dados Validados
Desenvolvido com base em princípios de Lean Healthcare, o AURA-T busca otimizar fluxos de trabalho, reduzir desperdícios e maximizar o valor para o usuário. Ele é ancorado em critérios clínicos já validados pela ciência, o que confere credibilidade e confiabilidade aos seus resultados.
O AURA-T funciona analisando os dados de testes padronizados e entrevistas realizadas por profissionais de saúde. A ferramenta não apenas coleta esses dados, mas os organiza, interpreta e transforma em um relatório estruturado, visual e objetivo. Este relatório é projetado para facilitar a compreensão dos padrões de comportamento, de aprendizagem e de desenvolvimento da pessoa avaliada, tornando informações complexas acessíveis.
Esse relatório é dividido em seções específicas como: aspectos sociais, padrões comunicacionais, reações sensoriais e outros domínios comportamentais — e sinaliza, com base estatística, se o desempenho da pessoa está dentro da média, acima ou abaixo dos parâmetros esperados para sua faixa etária.
O grande diferencial do AURA-T está na alimentação da sua inteligência artificial: quanto mais ele é utilizado (alimentado com dados de avaliações), mais refinada se torna sua capacidade de análise. Com um banco de dados crescente, a ferramenta aprende continuamente, aprimora a leitura dos dados clínicos e se torna cada vez mais precisa, sempre dentro dos limites éticos e científicos estabelecidos. Este processo de aprendizado contínuo, ou Machine Learning, é o que garante que o AURA-T seja uma ferramenta dinâmica e em constante evolução, capaz de se adaptar e aprimorar sua performance ao longo do tempo.
Como o processo do AURA-T acontece na prática?

A jornada de utilização do AURA-T foi desenhada para ser intuitiva e eficiente, integrando-se facilmente à rotina clínica:
- Formulário de Cadastro: O processo começa com o profissional de saúde ou pessoa interessada realizando um formulário de cadastro na plataforma da Braine, manifestando seu interesse em utilizar a ferramenta.
- Recebimento do Link: Após o cadastro e aprovação, o profissional recebe um link exclusivo para a aplicação do AURA-T.
- Envio para o Paciente: O profissional envia esse link para o paciente (ou seu responsável, no caso de crianças e adolescentes) preencher as informações necessárias de forma remota ou assistida em consultório.
- Processamento das Informações: Uma vez que as informações são preenchidas, o algoritmo de IA do AURA-T entra em ação, processando e analisando os dados de forma rápida e eficiente.
- Envio do Relatório: O resultado desse processamento é um relatório detalhado e estruturado, que é enviado diretamente para o e-mail cadastrado do profissional, geralmente em um prazo de 3 a 5 dias úteis. É importante ressaltar que o relatório é enviado somente ao profissional, garantindo a privacidade e a interpretação qualificada dos dados.
Requisitos e Acessibilidade do AURA-T
Para utilizar o AURA-T, as configurações exigidas são mínimas: basta uma conexão com internet 4G ou Wi-Fi. A plataforma é acessada via site e foi desenvolvida para ser responsiva, funcionando perfeitamente tanto em celulares quanto em computadores. Essa acessibilidade tecnológica garante que um número maior de profissionais, mesmo em locais com infraestrutura limitada, possa se beneficiar da ferramenta.
Para quem o AURA-T foi criado?
O AURA-T é especialmente útil para dois públicos essenciais, atuando como uma ponte entre a necessidade e a solução, e promovendo um ecossistema de cuidado mais eficaz e inclusivo:
Profissionais da Saúde
O AURA-T é uma ferramenta indispensável para psicólogos, psiquiatras, neuropediatras e outros especialistas que estudam casos de neurodivergências e precisam reunir dados robustos para sustentar suas decisões clínicas. No cenário atual, onde a demanda por diagnósticos precisos e ágeis é cada vez maior, o AURA-T surge como um aliado estratégico.
Com ele, o processo de triagem se torna mais ágil, com menos sobrecarga cognitiva e maior padronização nas análises iniciais. A IA do AURA-T organiza e interpreta uma vasta quantidade de dados de forma que seria humanamente inviável em um curto espaço de tempo, liberando o profissional para focar na interação humana e na tomada de decisões complexas. Isso significa que o especialista pode dedicar mais tempo à anamnese, à observação clínica e à comunicação com a família, em vez de passar horas compilando e analisando dados brutos.
A padronização oferecida pelo AURA-T também é um benefício crucial. Ao utilizar um algoritmo baseado em escalas validadas e nos critérios do DSM-5-TR e CID-11, a ferramenta garante que as avaliações iniciais sigam um rigor científico, minimizando a subjetividade e a variabilidade que podem ocorrer em processos puramente manuais. Isso se traduz em maior confiança e consistência nas análises, fortalecendo a base para um diagnóstico preciso.
Famílias
Para mães, pais e responsáveis que enfrentam um longo e muitas vezes angustiante percurso entre a suspeita de autismo e o acesso a um diagnóstico formal, o AURA-T representa um divisor de águas. A angústia de observar comportamentos que fogem do esperado, dificuldades na escola, crises recorrentes ou até comentários de profissionais da educação, sem ter um caminho claro a seguir, é uma realidade dolorosa para muitas famílias brasileiras. O processo de compreender o que está acontecendo acaba se tornando solitário, cansativo e cheio de incertezas.
Nessa trajetória, o AURA-T surge como uma luz no fim do túnel. Ele fornece um retrato acessível, embasado e transparente, que ajuda a compreender melhor o comportamento da criança ou adolescente e a buscar apoio médico com mais clareza. Ao traduzir dados complexos em um relatório visual e objetivo, a ferramenta empodera as famílias, permitindo que elas participem mais ativamente do processo de cuidado.
O relatório gerado pelo AURA-T é dividido em sessões específicas — como estilo de aprendizagem, padrões sociais, reações sensoriais, entre outros — e apresenta, de forma visual e acessível, se o desempenho da pessoa avaliada está dentro da média, acima ou abaixo dos parâmetros esperados. Essa estrutura facilita muito a conversa entre familiares e profissionais. Torna visível o que antes estava disperso em anotações clínicas, percepções subjetivas ou falas vagas. E, mais importante: devolve às famílias o poder de compreender o que está diante delas, sem depender de um vocabulário técnico inacessível.
Em vez de se sentirem perdidas em um mar de possibilidades, mães, pais e responsáveis passam a ter uma referência concreta para orientar suas decisões: procurar um especialista, iniciar uma intervenção precoce, adaptar a rotina ou buscar apoio na escola, por exemplo. O AURA-T não substitui a avaliação completa feita por psicólogos, psiquiatras ou neuropediatras, mas abre uma trilha mais segura até ela. Ele prepara o terreno, reúne informações cruciais e antecipa um mapeamento que pode economizar tempo, dinheiro e, acima de tudo, sofrimento emocional.
Para quem vive a angústia do “tem algo acontecendo, mas ninguém me escuta” ou “não sei por onde começar”, essa ferramenta representa um ponto de virada na jornada do cuidado. Ela mostra que é possível agir com mais segurança, mais embasamento e, principalmente, com mais confiança de que o caminho está sendo trilhado com responsabilidade.
Por que o AURA-T é pode ser considerado inclusivo?
Além de sua robustez técnica, o AURA-T se destaca por dois grandes avanços:
- Ele reduz o tempo de investigação, que pode durar meses, para um intervalo de semanas.
- E diminui radicalmente o custo da triagem, que antes poderia ultrapassar os R$ 5 mil, para poucas dezenas de reais, tornando o cuidado mais acessível a quem mais precisa.
Esse ganho de tempo e de acessibilidade é uma das partes mais importantes tanto para os profissionais, que podem intervir de forma precoce e mais eficaz, quanto para as famílias, que deixam de ficar reféns de listas de espera, custos altos e avaliações fragmentadas.
Como os profissionais da saúde podem ser beneficiar do AURA-T?

Se você é psicólogo, psiquiatra, neuropediatra ou outro profissional que atua com neurodesenvolvimento, o AURA-T pode transformar a sua prática clínica de maneiras profundas e impactantes. Ele não é apenas uma ferramenta a mais; é um parceiro estratégico que aprimora cada etapa do seu trabalho, desde a triagem inicial até o acompanhamento do paciente.
1. Agilidade no Processo de Triagem
A rotina de um profissional de saúde é frequentemente sobrecarregada por longas filas de espera e um volume crescente de pacientes. O AURA-T otimiza o tempo gasto na triagem inicial, automatizando a coleta e a análise de dados que, de outra forma, levariam horas ou dias. Isso permite que você atenda mais pessoas de forma eficiente, sem comprometer a qualidade da avaliação preliminar. Ao acelerar a triagem, você consegue oferecer respostas mais rápidas às famílias e iniciar o processo de intervenção em um tempo crucial para o desenvolvimento do paciente.
2. Relatórios Estruturados que Facilitam Decisões Clínicas
Um dos maiores benefícios do AURA-T são os relatórios estruturados, visuais e objetivos que ele gera. Em vez de ter que compilar e interpretar dados de múltiplas fontes manualmente, o profissional recebe um documento claro e conciso, que destaca os pontos de atenção e os padrões de comportamento relevantes. Esses relatórios são projetados para facilitar a tomada de decisões clínicas, fornecendo uma base sólida para a elaboração de hipóteses diagnósticas e planos de intervenção. A organização das informações reduz a carga cognitiva do profissional e melhora a comunicação com a equipe multidisciplinar e com os pais.
3. Maior Confiança na Análise de Dados Comportamentais
A inteligência artificial do AURA-T, baseada em um algoritmo próprio e alimentada por escalas validadas como AQ-10, ADOS-2, M-CHAT, CARS, SRS-2 e SNAP, além dos critérios do DSM-5-TR e CID-11, confere uma maior confiança na análise de dados comportamentais. A ferramenta processa um volume de informações que seria difícil para um ser humano assimilar em tempo hábil, identificando padrões e correlações que podem passar despercebidos. Isso significa que a sua avaliação preliminar será embasada em dados mais completos e interpretados com um rigor estatístico, aumentando a sua segurança ao comunicar as próximas etapas às famílias.
4. Redução da Sobrecarga na Análise Subjetiva
A avaliação de neurodivergências envolve um alto grau de subjetividade e a necessidade de interpretação clínica aprofundada. Embora a expertise do profissional seja insubstituível, a etapa inicial de triagem pode ser auxiliada pela objetividade da IA. O AURA-T reduz a sobrecarga na análise subjetiva ao organizar e pré-processar os dados, apresentando-os de forma clara e objetiva. Isso permite que o profissional concentre sua energia nas nuances mais complexas do caso, na interação com o paciente e a família, e na formulação de um plano de cuidado individualizado, em vez de se perder na organização de informações.
5. Organização das Informações com Base em Critérios Científicos Validados
A garantia de que as informações são organizadas e interpretadas com base em critérios científicos validados é um pilar do AURA-T. Ao incorporar as diretrizes do DSM-5-TR e do CID-11, além de escalas amplamente reconhecidas, a ferramenta assegura que o processo de triagem esteja em conformidade com as melhores práticas internacionais. Isso não só eleva o nível de qualidade da sua prática clínica, mas também facilita a comunicação com outros profissionais e a validação de diagnósticos em diferentes contextos. O AURA-T é, portanto, uma ferramenta que promove a padronização e a excelência na avaliação neurodesenvolvimental.
6. Integração na Atuação Clínica
O AURA-T foi concebido para se integrar de forma fluida à atuação clínica em diversas fases:
- Rastreio para Avaliação: Utilizado como uma ferramenta inicial de rastreio, o AURA-T pode ajudar a identificar rapidamente indivíduos que se beneficiariam de uma avaliação mais aprofundada, priorizando casos e otimizando o fluxo de atendimento.
- Coleta de Informações: Ele simplifica e padroniza a coleta de informações cruciais sobre o comportamento e o desenvolvimento do paciente, garantindo que nenhum dado relevante seja negligenciado.
- Evolução do Acompanhamento: Ao gerar relatórios periódicos, o AURA-T pode ser um aliado no acompanhamento da evolução do paciente, permitindo que o profissional monitore o impacto das intervenções e ajuste o plano terapêutico conforme necessário. Essa visão longitudinal do desenvolvimento é fundamental para um cuidado contínuo e eficaz.
Privacidade dos dados e suporte ao usuário

A Braine entende a criticidade da privacidade e segurança dos dados na área da saúde. Por isso, a plataforma do AURA-T é construída com os mais altos padrões de segurança, garantindo a proteção das informações dos usuários.
Certificações de Segurança para Armazenamento e LGPD
Todos os dados coletados e processados pelo AURA-T são armazenados em servidores com certificações de segurança robustas, utilizando criptografia e protocolos avançados para prevenir acessos não autorizados e vazamentos. Além disso, a Braine está em total conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que regulamenta o tratamento de dados pessoais no Brasil. Isso significa que a coleta, armazenamento e uso das informações são realizados de forma ética e transparente, com o consentimento do usuário e respeitando todos os seus direitos. A privacidade e a confidencialidade das informações de saúde são prioridades absolutas, assegurando que o profissional e a família possam utilizar o AURA-T com total tranquilidade.
Suporte Dedicado e Acessível
Para garantir uma experiência de uso fluida e eficaz, a equipe do AURA-T oferece suporte dedicado e acessível aos seus usuários. Em caso de dúvidas, problemas técnicos ou necessidade de orientação, os profissionais podem contar com o apoio da Braine:
- Disponibilidade de Atendimento: O suporte está disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, permitindo que os profissionais recebam assistência durante o horário comercial.
- Canal de Contato: O contato pode ser feito através do e-mail aura-T@brainedigital. Este canal garante um registro das solicitações e um acompanhamento eficiente das demandas.
Esse suporte contínuo é um diferencial importante, pois assegura que os profissionais possam integrar o AURA-T em sua prática clínica sem receios, sabendo que terão o apoio necessário para qualquer eventualidade.
Passo a passo para acessar o AURA-T:

Se você é profissional da saúde e quer incorporar o AURA-T à sua prática clínica, o processo para ter acesso à ferramenta é simples e direto. Veja como:
- Acesse o site da Braine
Entre no endereço https://braine.digital/produtos/aura-t, onde você encontrará todas as informações oficiais sobre a plataforma. - Preencha o formulário de interesse
No site, você encontrará um formulário para demonstrar interesse em utilizar o AURA-T. Esse é o primeiro passo para se tornar parte da rede de profissionais que estão apostando em inovação responsável na triagem do autismo. - Aguarde o contato da equipe da Braine
Após o envio do formulário, a equipe da Braine entrará em contato com você para explicar as condições de uso da ferramenta durante o período beta, esclarecer dúvidas e orientar sobre os próximos passos. - Receba o convite para ser um dos 100 psicólogos fundadores
Ao participar deste momento inicial, você pode ser convidado a integrar o grupo dos 100 psicólogos fundadores da primeira IA brasileira para triagem do autismo — um reconhecimento pela sua contribuição pioneira na aplicação de inteligência artificial explicável na saúde mental. - Comece a aplicar o AURA-T com apoio técnico especializado
A equipe da Braine oferece suporte direto para garantir que você utilize a ferramenta de forma adequada, ética e eficaz. O AURA-T está em constante evolução, e cada aplicação colabora para seu aprimoramento contínuo.
Torne-se um dos 100 psicólogos fundadores da IA brasileira de triagem para autismo
Se você é um profissional da saúde mental que acredita na importância de unir ciência, tecnologia e inclusão, essa é a sua oportunidade de fazer parte de uma transformação real.
Neste momento, a Braine está convidando especialistas para integrarem o grupo dos 100 psicólogos fundadores do AURA-T — a primeira ferramenta de inteligência artificial explicável desenvolvida no Brasil para auxiliar na triagem do autismo.
Ao aceitar esse convite, você se junta a uma rede pioneira, comprometida com a inovação ética e com o avanço da neurodiversidade na prática clínica. E mais: você também recebe benefícios exclusivos, como:
- Certificado oficial de parceria com a Braine
- 3 aplicações do AURA-T
- Apoio técnico especializado durante o uso da ferramenta
- Reconhecimento como psicólogo fundador na trajetória do AURA-T
Após o beta você poderá continuar aplicando e lucrar com cada triagem.
Conheça a Braine: inovação, saúde mental e inclusão no centro de tudo
A Braine é uma startup brasileira que desenvolve tecnologias voltadas ao cuidado de pessoas neurodivergentes. Nosso propósito é criar soluções que ajudem profissionais da saúde, famílias e instituições a oferecerem um acolhimento mais assertivo, humano e baseado em evidências.
Unindo ciência, tecnologia e sensibilidade social, a Braine trabalha com inteligência artificial explicável, neurociência aplicada e princípios de saúde digital para transformar o modo como olhamos para o diagnóstico, o tratamento e a inclusão de pessoas neurodivergentes na sociedade.
O AURA-T é um dos nossos principais projetos, mas não o único. Estamos também desenvolvendo o Bruna, uma ferramenta voltada para o gerenciamento e a prevenção de crises no dia a dia de pessoas neurodivergentes, e o Care360, que terá como foco a melhora contínua da qualidade de vida dessas pessoas por meio de acompanhamento integrado e personalizado.
Se você quiser acompanhar as novidades, artigos e reflexões sobre neurodiversidade, saúde mental e tecnologia, acesse também o Blog da Braine.
Acreditamos que ferramentas bem construídas podem não apenas tornar processos mais eficientes, mas também reparar desigualdades históricas de acesso ao cuidado, principalmente quando falamos de autismo e saúde mental no Brasil.
Junte-se à revolução da Braine!
Se você compartilha da nossa paixão por desvendar os segredos do cérebro e acredita que a neurociência pode ser a chave para um futuro de cuidado mais justo e eficaz, o seu lugar é aqui. Não aceitamos menos que a transformação, e sabemos que ela começa com profissionais e visionários que, assim como nós, ousam pensar diferente.
Conheça o AURA-T, nossa ferramenta de triagem pré-diagnóstica que já está revolucionando a identificação do autismo no Brasil. Ele é um testemunho de como o conhecimento, a tecnologia e a sensibilidade clínica podem se unir para criar um impacto profundo. Queremos você na linha de frente dessa mudança: seja um dos nossos beta testers do AURA-T e ajude a moldar o futuro da clínica em tempo real.
E marque na sua agenda: entre os dias 4 e 8 de agosto, estaremos no II Encontro de Informação e Saúde: Neurodiversidade 2025. Será uma imersão em debates sobre o futuro do cuidado sob uma perspectiva interdisciplinar, um espaço para trocas, aprendizado e construção coletiva com mentes que não se conformam com o que já existe.
Transformar o cuidado começa por quem se dispõe a sentir, escutar e agir de outro jeito. Esse futuro, pautado pela inteligência do cérebro e pela coragem de inovar, precisa da sua presença. Venha com a Braine.
Desejo conhecer a ferramenta, acredito no potencial da IA para auxílio da prática clínica. Sou neuropsicologa e trabalho com avaliação neuropsicologica a partir de 6 anos até idosos.