A Braine chegou à Gazeta de São Paulo
Uma reportagem da Gazeta de São Paulo contou a história por trás da Braine — não só a tecnologia, mas o caminho pessoal que levou à sua criação. A matéria acompanha a trajetória do fundador, Gabriel Cirino, hoje doutorando em Gestão da Informação na USP, e como essa trajetória se transformou em um produto voltado a acelerar diagnósticos de autismo e TDAH no Brasil.
É o tipo de cobertura que não fala só do que a Braine faz, mas do porquê.
Da fila de espera à fundação da Braine
Segundo a reportagem, Gabriel recebeu o diagnóstico de TDAH e Transtorno de Ansiedade Generalizada já adulto, durante uma mudança de carreira — depois de uma trajetória marcada por dificuldades que, olhando em retrospecto, fazem mais sentido à luz do diagnóstico tardio: 15 anos para concluir a graduação em Publicidade, a perda de uma bolsa do Prouni, 15 empregos diferentes antes dos 30 anos.
“Virei um foguete”, disse Gabriel à Gazeta de São Paulo, sobre o que mudou depois do diagnóstico e do acompanhamento adequado.
Foi ouvindo mães relatarem que seus filhos se sentiam incapazes — o mesmo sentimento que ele reconhecia da própria história — que a ideia da Braine começou a tomar forma.
O que a Braine está construindo
A reportagem descreve a tecnologia da Braine como uma ferramenta que usa inteligência algorítmica baseada em padrões da neuropsicologia, adaptados ao contexto brasileiro, pra gerar relatórios de apoio a profissionais de saúde — o AURA-T. As respostas podem ser preenchidas pelo celular, e a plataforma se integra a sistemas como o Gov.br e prefeituras.
Um ponto que a matéria destaca, e que vale registrar com o devido cuidado: as ferramentas de triagem hoje disponíveis no Brasil costumam ser antigas e baseadas em populações caucasianas — não adaptadas à realidade brasileira. É esse gap que a Braine diz estar tentando preencher, com base na própria pesquisa de mestrado do Gabriel na USP [ver a pesquisa completa no repositório da USP].
“A Braine quer criar algo próprio para nossas pessoas”, afirma Gabriel na entrevista.
A empresa negocia pilotos gratuitos com prefeituras e planos de saúde, e busca investimento para manter a equipe em tempo integral — sinal de que a jornada ainda está em construção, não de um produto pronto e encerrado.
Por que esse tipo de cobertura importa
Reportagens como essa colocam a Braine ao lado de quem já valida o trabalho de fora pra dentro — imprensa, universidade, política pública. Não substitui evidência científica nem resultado clínico, mas ajuda a mostrar que a missão por trás da Braine está sendo notada por quem olha de fora.
Se você quer conhecer mais sobre o AURA-T e como ele apoia a jornada de diagnóstico neurodivergente, veja a solução completa.
Leia a matéria completa na Gazeta de São Paulo: Startup brasileira reduz tempo de diagnóstico de TEA e TDAH, de anos para semanas