A Braine estará presente no ExpoTEA 2025, maior evento sobre autismo e inclusão do Brasil. Descubra por que essa participação é importantíssima para impulsionar nossas soluções de pré-diagnóstico e apoio à neurodiversidade.
Quando falamos em inclusão, o mundo parece se contentar com slogans de campanha, frases feitas e hashtags bem-intencionadas que rapidamente se perdem na espuma do tempo. A palavra ganha destaque em discursos institucionais, em palestras que arrancam aplausos fáceis e em relatórios que tentam provar modernidade. Mas inclusão de verdade — aquela que transforma, que não se acomoda, que coloca o dedo na ferida — exige algo muito maior do que estética e discurso.
Ela exige coragem para enfrentar sistemas engessados, exige tecnologia que não apenas registre dados, mas abra horizontes de possibilidade, exige ciência aplicada com rigor, sem medo de desagradar o status quo, e, acima de tudo, exige ação concreta, palpável e contínua, que chegue às pessoas antes que seja tarde demais.
É por isso que a presença da Braine no ExpoTEA 2025, entre os dias 28 e 30 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, não pode ser interpretada como uma simples participação em mais um evento do calendário. Estamos indo porque acreditamos que essa é a arena onde as narrativas precisam ser tensionadas, onde os paradigmas precisam ser questionados e onde a tecnologia deve se colocar como ferramenta de transformação radical. Nossa participação é um manifesto vivo, que carrega no seu DNA a urgência de mudar a forma como o mundo olha, cuida e acolhe as pessoas autistas e neurodivergentes.
Estamos falando de um encontro que promete mobilizar mais de 60 mil pessoas em torno de um propósito que é um chamado ético. Um chamado para compreender em profundidade, apoiar de forma efetiva e transformar de maneira sistêmica a realidade das pessoas autistas e neurodivergentes no Brasil. E nesse ecossistema de ideias, dores e esperanças, a Braine se posiciona como uma força insurgente, trazendo à mesa aquilo que poucos têm coragem de articular: o futuro da inclusão não passa apenas por boa vontade, passa por inovação tecnológica corajosa, desenhada para romper barreiras históricas.
Afinal, somos mais do que uma startup, somos um laboratório vivo de ousadia. Desenvolvemos ferramentas inteligentes para auxiliar no pré-diagnóstico do autismo e de outras neurodivergências. Isso significa, na prática, que não nos prendemos ao laudo tardio, que muitas vezes chega quando a janela de intervenção precoce já se fechou.
O que fazemos é olhar para o presente, para as famílias que enfrentam diariamente a angústia da incerteza, para as escolas que não sabem por onde começar, para os profissionais que se sentem desarmados diante da complexidade.
Levamos inteligência artificial, dados robustos e ciência aplicada para abrir caminhos que antes pareciam inalcançáveis — e o fazemos não em nome da eficiência fria, mas em nome de uma inclusão mais justa, acessível e humana.
No ExpoTEA, nossa missão é clara e inegociável: mostrar que a tecnologia pode — e deve — ser aliada da sensibilidade humana. Mostrar que algoritmos, análises e modelos matemáticos não substituem o olhar clínico, a escuta atenta e o afeto genuíno, mas que podem antecipar, ampliar e democratizar o acesso a cuidados que hoje ainda estão restritos a poucos. O que defendemos é simples e revolucionário ao mesmo tempo: que a tecnologia, quando guiada por ética e propósito, não desumaniza — pelo contrário, humaniza. Ela devolve tempo, reduz desigualdades, amplia horizontes e transforma exclusão em possibilidade real de pertencimento.
Sumário
O que é o ExpoTEA?

O ExpoTEA é, antes de tudo, um território simbólico, um chamado coletivo e um ponto de encontro entre mundos que raramente se cruzam com tanta intensidade. Estamos falando de um espaço em que a neurodiversidade deixa de ser apenas um conceito acadêmico ou uma pauta restrita a determinadas comunidades, e passa a ser reconhecida como uma força viva, pulsante e capaz de reconfigurar os alicerces sociais, educacionais e econômicos do nosso tempo.
Mais do que uma feira, mais do que um congresso, o ExpoTEA é um movimento cultural e científico, um lugar onde ciência, tecnologia, afetos e políticas públicas se entrelaçam para gerar impacto real. Ao longo de três dias, São Paulo se tornará o epicentro de uma transformação: famílias, profissionais da saúde, educadores, pesquisadores, empreendedores e pessoas autistas estarão reunidos não apenas para trocar experiências, mas para reconstruir narrativas, derrubar estigmas e abrir novas fronteiras para o futuro da inclusão.
Trata-se de um território de convergência, onde cada voz importa, cada experiência soma e cada contribuição carrega o poder de ampliar a compreensão sobre o espectro autista e as múltiplas dimensões das neurodivergências.
Como vai funcionar o ExpoTEA: uma imersão em ciência, afeto e inovação
O ExpoTEA se estrutura como um verdadeiro ecossistema de aprendizagem, prática e conexão. Durante três dias intensos, o público terá acesso a uma programação robusta que busca dialogar com diferentes áreas do conhecimento e com distintas realidades de vida.
- Palestras e painéis de alto nível – Especialistas nacionais e internacionais vão se revezar em um palco que não busca apenas expor dados, mas traduzir pesquisas em práticas aplicáveis no cotidiano de escolas, clínicas e empresas. Cada fala será um convite para repensar modelos, questionar padrões e abrir espaço para novas formas de compreender a neurodiversidade.
- Workshops e experiências imersivas – O evento também oferece espaços práticos, onde famílias, educadores e profissionais poderão se engajar em atividades que simulam desafios reais enfrentados por pessoas autistas e neurodivergentes. Mais do que sensibilizar, esses momentos têm o objetivo de formar agentes de transformação capazes de agir de forma concreta em seus contextos locais.
- Demonstrações tecnológicas e inovação aplicada – Empresas e startups terão a oportunidade de apresentar soluções criadas para ampliar acessibilidade, acelerar diagnósticos e potencializar processos de inclusão. É nesse espaço que a tecnologia se revela como aliada da humanidade, mostrando que algoritmos e inteligência artificial podem ser pontes para reduzir desigualdades.
- Espaço de diálogo com famílias e pessoas autistas – Talvez o ponto mais sensível do ExpoTEA: o encontro direto com quem vive, na pele e na alma, os desafios da exclusão e da invisibilidade. Aqui, não há intermediários nem teorias distantes. Há histórias reais, vivências genuínas e a possibilidade de ouvir, sem filtros, o que significa ser autista em uma sociedade que ainda insiste em não compreender.
Por que o ExpoTEA é tão importante para o futuro da neurodiversidade?
O ExpoTEA carrega um simbolismo poderoso: ele representa um rito de passagem coletivo. Ao reunir mais de 60 mil pessoas em um mesmo espaço físico e simbólico, o evento mostra que não se trata mais de uma causa marginal, mas de uma pauta central na agenda do século XXI.
Vivemos uma época em que falar de neurodiversidade não é apenas defender inclusão — é reconstruir os fundamentos do que chamamos de humano. É entender que cérebros diferentes geram perspectivas diferentes e que, nesse contraste de singularidades, está o verdadeiro motor da inovação.
O ExpoTEA, portanto, não é apenas uma vitrine de boas práticas. É um laboratório vivo de futuros possíveis. É um lembrete de que a inclusão não nasce da boa vontade, mas da junção entre ciência, políticas públicas, tecnologia e, sobretudo, da coragem de reconhecer que a diversidade cerebral é parte indissociável da nossa humanidade.
E é justamente nesse terreno fértil que a Braine se posiciona: não como observadora, mas como agente ativo dessa transformação, mostrando que o futuro da inclusão se constrói com rebeldia pragmática, ousadia tecnológica e sensibilidade humana.
Você sabe o que é neurodiversidade?

O termo “neurodiversidade” não surgiu, como muitos poderiam supor, de pesquisas laboratoriais ou de tratados médicos. Ao contrário, sua origem remonta a uma insurgência — um gesto simbólico e político de ruptura.
Foi cunhado pela socióloga australiana Judy Singer, ela mesma diagnosticada com a síndrome de Asperger, em 1999, em um texto significativamente intitulado “Por que você não pode ser normal uma vez na sua vida?”. Conforme exposto no artigo “O SUJEITO CEREBRAL E O MOVIMENTO DA NEURODIVERSIDADE”, Singer se inspirou diretamente em movimentos sociais e identitários de outras minorias, reconhecendo que também havia, entre os neurodivergentes, uma demanda por reconhecimento, pertencimento e autodeterminação.
Singer propôs uma inversão conceitual da neurodiversidade: e se, em vez de encararmos o autismo como uma desordem a ser corrigida, o reconhecêssemos como uma variação legítima da mente humana? Essa pergunta deu origem a uma revolução semântica e política. O movimento da neurodiversidade nasceu da necessidade urgente de nomear aquilo que, por muito tempo, foi vivido como um “problema sem nome” — uma condição existencial que não se encaixava em nenhuma categoria normativa, mas que também não queria ser reduzida à condição de “doença”.
Para essa comunidade emergente, ser autista não é sinônimo de “ter autismo”. Essa distinção, aparentemente semântica, é profundamente filosófica e carrega implicações éticas cruciais: ela define a posição do sujeito diante de terapias, intervenções e, sobretudo, do próprio desejo social de “cura”. A Braine entende que respeitar essa distinção é um imperativo não apenas teórico, mas prático. As soluções tecnológicas que desenvolvemos e serão apresentadas na ExpoTea não podem partir da premissa de “normalizar” ou corrigir o indivíduo, mas sim de adaptar o mundo — suas interfaces, suas linguagens, seus ritmos — à pluralidade real das experiências humanas.
O significado da neurodivergência: do silêncio mascarado à reivindicação de legitimidade
O conceito de neurodivergência refere-se àqueles indivíduos cujos padrões cognitivos, emocionais ou sensoriais se desviam da norma estatística culturalmente estabelecida como “neurotípica”. Esse desvio, longe de representar uma patologia ou uma inferioridade, deve ser compreendido como uma diferença funcional — uma singularidade estruturante do modo de ser no mundo. Tal perspectiva rompe com os binarismos reducionistas da psiquiatria tradicional e inaugura uma abordagem que valoriza a diversidade como um traço evolutivo e enriquecedor.
Para a Braine, esse entendimento é basilar: as tecnologias que criamos devem ser moldadas para reconhecer, acolher e se adaptar à neurodiversidade — e não o contrário. Ou seja, é o dispositivo que precisa ser flexível, não a pessoa que precisa se dobrar a ele. Entretanto, é importante destacar que muitas formas de neurodivergência não são visíveis ou facilmente detectáveis. Grande parte dos indivíduos neurodivergentes passam anos — ou mesmo toda a vida — mascarando seus traços para corresponder às expectativas normativas de comportamento, comunicação e produtividade.
Esse esforço de camuflagem, embora muitas vezes necessário à sobrevivência social, gera custo psíquico elevado, sobrecarga emocional e diagnósticos frequentemente tardios, quando o sofrimento já se tornou crônico.
Nesse sentido, reconhecer a neurodiversidade é além do que posicionamento político, é um ato radical de escuta, cuidado e justiça informacional. A ExpoTEA e a Braine quer que voce entenda de uma vez por todas que ser neurodivergente não é estar em desacordo com a realidade, mas experienciá-la sob outros ritmos, outras sintaxes, outros mapas mentais — todos eles igualmente legítimos e necessários à complexidade do tecido social. Se a maior riqueza de um ecossistema está na sua diversidade, como nos lembra a biologia, o mesmo princípio se aplica à mente humana.
A missão da Braine é tornar essa máxima uma prática cotidiana: converter a diferença em dado, a exclusão em política pública e a invisibilidade em presença.
A participação da Braine no ExpoTEA
A participação da Braine no ExpoTEA é um gesto político, uma afirmação identitária e um marco estratégico. Estar nesse palco, que concentra vozes diversas e olhares múltiplos sobre o autismo e a neurodiversidade, significa assumir um papel ativo na construção de narrativas mais complexas, mais humanas e mais pragmáticas.
Para nós, a Braine, esse espaço é uma oportunidade de mostrar ao público — famílias, profissionais, instituições e pessoas autistas — que tecnologia não é um acessório neutro do presente, mas um instrumento de transformação radical do futuro. Ao estarmos ali, escancaramos nosso compromisso: não queremos apenas falar sobre inovação, queremos demonstrar como ela já se materializa em soluções concretas que nascem de escuta, pesquisa e coragem para enfrentar as falhas de um sistema que ainda marginaliza.
O ExpoTEA será o ambiente ideal para apresentar ao público, com profundidade e transparência, aquilo que nos move como startup: uma combinação ousada de ciência, inteligência artificial e inclusão com propósito real. Não buscamos aplausos fáceis, buscamos diálogos, provocações e parcerias que ampliem o alcance daquilo que estamos construindo. Para o público, é mais do que uma chance de conhecer uma startup em ascensão; é a possibilidade de se aproximar de uma visão de futuro em que a tecnologia não apenas acompanha, mas reescreve as lógicas sociais da inclusão.
A Braine, assim como a ExpoTEA, nasceu de uma inquietação profunda: por que tantas mentes brilhantes ainda são silenciadas por estruturas que insistem em padronizar o pensamento humano? Em vez de aceitar esse cenário, escolhemos questioná-lo.
Somos uma empresa de tecnologia criada para transformar as lógicas excludentes do sistema e colocar a inteligência artificial a serviço da inclusão.
Nosso foco está nas pessoas neurodivergentes — aquelas que, por muito tempo, foram tratadas como “casos a serem corrigidos”, e não como sujeitos com direitos, saberes e potencialidades únicas. Desenvolvemos soluções que apoiam o diagnóstico, o cuidado e o cotidiano dessas pessoas com respeito, ciência e escuta ativa. Não queremos apenas adaptar o mundo a elas; queremos transformá-lo com elas.
Assim como o que a ExpoTEA defende, nós na Braine acreditamos que o futuro não será verdadeiramente inovador enquanto não for também inclusivo. Por isso, nossas ferramentas — como o AURA-T e a Bruna — são pensadas para quebrar barreiras, descomplicar acessos e empoderar profissionais, famílias e usuários a partir de dados, sensibilidade e autonomia.
Tecnologia não é neutralidade: é escolha.
E nós escolhemos estar ao lado das mentes que foram historicamente subestimadas, para que elas possam ocupar, com dignidade, os espaços que sempre lhes pertenceram. Por isso estaremos presentes na ExpoTEA 2025!
IA com propósito e inclusão com estratégia
Na Braine, cada projeto nasce de uma escuta real das necessidades de pessoas neurodivergentes, suas famílias e profissionais que as acompanham. Mais do que ferramentas tecnológicas, criamos pontes entre o conhecimento científico e o cotidiano de quem vive às margens de um sistema que ainda exclui.
- AURA-T é nossa inteligência artificial voltada ao apoio no processo de pré-diagnóstico do autismo. Ela organiza, interpreta e transforma dados clínicos e entrevistas em relatórios claros, completos e acionáveis. Não substituímos profissionais — empoderamos decisões com base em evidências.
- Bruna é nossa solução contínua para o acompanhamento do dia a dia de pessoas neurodivergentes, ela identifica sinais de crise, sugere intervenções individualizadas e promove autonomia sem abrir mão do cuidado. Bruna não vigia — ela apoia, orienta e respeita.
Esses são só os primeiros passos. Nosso compromisso está em expandir cada vez mais as possibilidades de uma tecnologia que reconhece as diferenças e atua para torná-las forças de transformação.
Cada projeto é uma resposta pragmática a um problema urgente. E você poderá conferir tudo isso na ExpoTEA 2025.
Porque inclusão sem ação é só discurso bonito.
Um convite para atravessar fronteiras: descubra a neurodiversidade com a Braine
Se você chegou até aqui, é porque sabe — no fundo, talvez até sem ter colocado em palavras — que falar de neurodiversidade não é apenas falar sobre diagnósticos, rótulos ou políticas públicas. É falar sobre futuro. É falar sobre o modo como escolhemos viver em sociedade. É falar sobre aquilo que pode nos libertar de uma lógica estreita, produtivista e excludente que ainda insiste em reduzir pessoas a métricas e padrões.
Na Braine, criamos pontes entre ciência, tecnologia e sensibilidade. Nosso blog é um desses caminhos — textos densos, reflexivos, provocativos — para você olhar para além do que é confortável, questionar estruturas e repensar o que significa inclusão. Cada post é um convite para enxergar a diferença não como problema, mas como potência.
E se você quer experimentar isso de forma ainda mais intensa, precisa estar conosco no ExpoTEA 2025. Entre 28 e 30 de novembro, no Expo Center Norte em São Paulo, mais de 60 mil pessoas vão se reunir para aprender, trocar e se inspirar. Lá, a Braine estará mostrando, na prática, como nossas soluções digitais — AURA-T, Bruna e outras ferramentas inovadoras — já estão transformando o cuidado, antecipando o apoio e empoderando famílias, profissionais e pessoas neurodivergentes. É a oportunidade de ver que tecnologia e empatia podem caminhar lado a lado, criando impacto real.
E, claro, não posso deixar de falar do que é, para mim, um marco pessoal e coletivo: meu primeiro livro, “Fronteiras da Neurodiversidade”. Nele, proponho um olhar que vai além de protocolos, laudos e estatísticas. É sobre nome antes do CID, pessoa antes do rótulo, escuta antes da pressa. É uma obra que convida a refletir, sentir e agir.
Portanto, este é o meu convite — e não é um convite qualquer. Venha explorar o blog da Braine, participar do ExpoTEA, conhecer nossas ferramentas e descobrir “Fronteiras da Neurodiversidade”. Cada passo seu nesse percurso ajuda a construir um mundo onde a diferença deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma força.
A travessia começa agora. E queremos você ao nosso lado.