A Braine estará no Web Summit Lisboa 2026, integrando, via CIETEC, a Missão da ApexBrasil e a agenda do Pavilhão Brasileiro. Para nós, Lisboa representa mais do que a participação em um grande encontro internacional de tecnologia: é o próximo passo de uma trajetória construída entre pesquisa, neurodiversidade, Ciência da Informação, campo e inovação.
Essa trajetória começou muito antes do Web Summit. Ela nasceu de perguntas de pesquisa, ganhou forma no ecossistema da Universidade de São Paulo (USP), encontrou diferentes realidades no território brasileiro e começou a circular por novos contextos científicos, institucionais e internacionais.
Hoje, a Braine está construindo uma infraestrutura informacional inteligente para jornadas neurodivergentes. Nosso ponto de partida é um problema concreto: famílias, profissionais, escolas, serviços e organizações produzem e recebem muitas informações ao longo de uma jornada neurodivergente, mas essas informações nem sempre conseguem circular com contexto, clareza e continuidade.
É nesse espaço que ciência, informação e tecnologia podem contribuir.
Até aqui, já realizamos mais de 1.000 teletriagens em campo, cooperamos com mais de 40 organizações e estamos presentes em mais de 30 municípios, em diferentes estados e regiões do Brasil.
Esses números ajudam a dimensionar o caminho percorrido. Mas a parte mais importante está no que aprendemos por trás deles: cada família, profissional, escola, organização e território acrescenta contexto ao problema que estamos tentando compreender.
Por isso, Lisboa não é o começo dessa história. É o próximo ponto dela.
Em resumo: por que esse momento importa?
- A Braine foi selecionada via CIETEC para integrar a Missão da ApexBrasil ao Web Summit Lisboa 2026.
- Nossa trajetória conecta pesquisa na USP, Startup com DNA USP, AUSPIN, CIETEC, campo e internacionalização.
- Já realizamos 1.000+ teletriagens, cooperamos com 40+ organizações e estamos presentes em 30+ municípios.
- Estamos construindo uma infraestrutura informacional inteligente para jornadas neurodivergentes, conectando sinais, pessoas, conhecimento, organizações, decisões, tecnologia e continuidade.
- Nossa visão é construir essa infraestrutura em escala global, orientados pela North Star de impactar 10 milhões de jornadas neurodivergentes.
Tudo isso parte de uma ordem que, para nós, importa:
Humanidade → Ciência → Tecnologia.
O que significa a participação da Braine no Web Summit Lisboa 2026?
O Web Summit Lisboa 2026 acontece de 9 a 12 de novembro e reúne empreendedores, empresas, investidores, pesquisadores, organizações, formuladores de políticas públicas e profissionais de tecnologia de diferentes partes do mundo.
A Braine chegará a Lisboa dentro de um movimento estruturado de internacionalização. Selecionada via CIETEC, integraremos a Missão da ApexBrasil e participaremos da agenda brasileira e do Pavilhão Brasileiro.
Esse contexto é relevante porque cria acesso. Mas acesso, sozinho, não produz capacidade.
O que queremos é transformar esse acesso em aprendizado, relações qualificadas, novas perguntas, referências e possibilidades de colaboração que possam aumentar nossa capacidade de construir.
Internacionalização, para a Braine, faz sentido quando melhora a organização que volta para casa.
Queremos conhecer outros modelos, compreender como diferentes países lidam com problemas relacionados a neurodiversidade, saúde, educação, informação e tecnologia, confrontar nossas próprias hipóteses e encontrar pessoas capazes de nos fazer perguntas que ainda não estamos fazendo.
Também queremos levar para essas conversas algo que o Brasil pode ensinar.
Trabalhar em contextos diversos, com redes públicas, organizações sociais, clínicas, escolas, profissionais e famílias produz uma perspectiva particular sobre tecnologia e neurodiversidade. Há conhecimento sendo construído aqui que também merece circular.
Por isso, Lisboa deve funcionar nas duas direções: do Brasil para o mundo e do mundo de volta para o Brasil.
Quem é a Braine?

A Braine é uma organização neurocêntrica que está construindo infraestrutura informacional inteligente para jornadas neurodivergentes.
Essa definição ajuda a explicar por que não nos reduzimos a uma empresa de inteligência artificial, uma plataforma de triagem ou um único produto digital.
Inteligência artificial faz parte do que construímos. Teletriagem também. Pesquisa, educação, conteúdo, implementação e produtos digitais são superfícies diferentes de uma tese maior.
Essa tese parte da percepção de que jornadas neurodivergentes atravessam muitos contextos ao mesmo tempo.
Uma pessoa pode passar pela família, pela escola, por profissionais de saúde, por serviços públicos, por processos de avaliação, pelo trabalho e por diferentes organizações. Em cada um desses lugares surgem informações importantes.
Há sinais percebidos no cotidiano. Há relatos familiares. Há observações escolares. Há registros profissionais. Há avaliações, documentos, hipóteses, encaminhamentos e decisões.
O problema é que essas partes nem sempre conseguem formar uma jornada compreensível.
A informação pode existir e, ainda assim, estar fragmentada.
Pode estar registrada, mas não chegar a quem precisa dela.
Pode ser compartilhada sem contexto.
Pode precisar ser repetida muitas vezes.
Pode permanecer isolada dentro de uma instituição.
Ou pode ser tão complexa que a própria pessoa e sua família tenham dificuldade para entender onde estão e qual pode ser o próximo passo.
É nessa interface que a Braine escolheu trabalhar.
Construir infraestrutura informacional significa ajudar informação, conhecimento, pessoas e instituições a funcionarem melhor ao longo da jornada.
Por que a Ciência da Informação importa para a neurodiversidade?

Muito antes de Lisboa, existia uma pergunta de pesquisa.
A trajetória da Braine está ligada ao trabalho acadêmico de seu fundador e CEO, Gabriel Cirino, pesquisador, mestre e doutorando em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo (USP).
A Ciência da Informação oferece uma lente particularmente útil para olhar para jornadas neurodivergentes porque nem todo problema de cuidado nasce simplesmente da ausência de informação.
Às vezes, existe informação demais.
O desafio está em organizá-la, contextualizá-la, recuperá-la, compartilhá-la e transformá-la em algo que possa apoiar compreensão e decisão.
Uma informação pode ser tecnicamente correta e ainda assim não chegar à pessoa certa no momento certo.
Um documento pode existir e não acompanhar a jornada.
Diferentes profissionais podem conhecer partes distintas de uma mesma história.
Uma família pode acumular anos de observações sem conseguir transformá-las em um contexto facilmente compreensível para uma nova instituição.
A Ciência da Informação estuda justamente questões relacionadas à produção, organização, circulação, recuperação, uso e transformação da informação e do conhecimento.
Quando essa perspectiva encontra a neurodiversidade, surge uma pergunta central para a Braine:
como podemos estruturar melhor a informação para contribuir para jornadas neurodivergentes menos fragmentadas?
Essa pergunta vem antes da tecnologia.
E essa ordem é deliberada.
Humanidade → Ciência → Tecnologia
Na Braine, usamos uma sequência simples para representar como queremos escolher e enfrentar problemas:
Humanidade → Ciência → Tecnologia.
Humanidade significa começar pela pessoa e pela jornada.
Antes de perguntar qual inteligência artificial utilizar, precisamos perguntar: qual problema merece ser enfrentado? Para quem ele importa? O que acontece com a pessoa se estivermos errados?
Ciência significa tentar compreender a realidade antes de declarar certezas.
É buscar evidência, observar contexto, distinguir aquilo que sabemos daquilo que ainda estamos supondo e estar disposto a mudar uma hipótese quando o campo mostra algo diferente.
Tecnologia vem depois.
Ela pode ampliar nossa capacidade de agir, organizar, conectar, analisar e distribuir informação. Pode permitir escala e criar possibilidades que seriam inviáveis apenas com trabalho manual.
Mas tecnologia precisa estar a serviço de um problema legítimo.
Essa ordem ajuda a evitar um risco comum do setor: encontrar uma tecnologia interessante e, depois, procurar um problema que justifique sua existência.
Preferimos fazer o movimento inverso.
Da pesquisa na USP ao ecossistema de inovação

Transformar uma pergunta de pesquisa em uma organização capaz de operar no mundo real exige atravessar várias fronteiras.
Uma boa pesquisa não se transforma automaticamente em um produto.
Um bom produto não se transforma automaticamente em implementação.
Uma boa tecnologia também não garante que uma instituição conseguirá utilizá-la de forma responsável e sustentável.
Ao longo dessa trajetória, a Braine passou a se conectar com diferentes componentes do ecossistema de inovação.
Nossa origem científica está ligada à USP. A empresa recebeu o reconhecimento de Startup com DNA USP, se aproximou da Agência USP de Inovação (AUSPIN) e encontrou no CIETEC um ambiente importante de amadurecimento, conexões e oportunidades.
Esses marcos importam porque contam uma trajetória de aproximação entre pesquisa, empreendedorismo, inovação e implementação.
Também ajudam a explicar uma característica da Braine: queremos aprender a operar na fronteira entre mundos que, muitas vezes, funcionam em velocidades diferentes.
A ciência exige método, revisão e cautela.
Empreender exige velocidade, decisão e experimentação.
O território traz limitações e variáveis que raramente aparecem integralmente em uma apresentação.
Construir uma organização nessa interseção significa aprender quando acelerar e quando aprofundar.
Significa testar sem transformar hipótese em verdade.
E significa fazer o conhecimento circular nas duas direções: da pesquisa para o campo e do campo de volta para a pesquisa.
Antes da escala, o campo
Escala é uma palavra frequente no ecossistema de tecnologia.
Para a Braine, porém, escala precisa vir acompanhada de contexto.
Hoje, já realizamos mais de 1.000 teletriagens em campo, cooperamos com mais de 40 organizações e estamos presentes em mais de 30 municípios, distribuídos por diferentes estados e regiões do Brasil.
Entre essas organizações estão prefeituras, APAEs, clínicas, organizações da sociedade civil, consórcios, redes e serviços públicos.
Cada contexto apresenta um problema de maneira diferente.
Uma rede pública possui restrições diferentes de uma clínica.
Uma escola observa dimensões da jornada que podem não aparecer em uma consulta.
Uma família possui um histórico que nenhum formulário consegue representar sozinho.
Um profissional precisa transformar diferentes sinais, relatos e registros em julgamento e próximos passos.
Uma organização precisa fazer tudo isso dentro de processos, recursos e responsabilidades próprias.
Essa diversidade de contextos é valiosa porque impede que a tecnologia seja construída apenas a partir de uma abstração.
O território confronta.
O território revela exceções.
O território mostra aquilo que a arquitetura original não previu.
E é justamente aí que aparece aprendizado.
Por isso, um dos princípios que orientam a Braine é construir para aprender.
Cada implementação precisa entregar valor, mas também precisa ajudar o sistema a compreender melhor o problema que está tentando resolver.
O que aprendemos com mais de 1.000 teletriagens?

Um dos aprendizados mais importantes do campo é que uma jornada neurodivergente raramente depende de uma única decisão.
Ela depende de uma sequência.
Uma pessoa ou uma família percebe sinais. Busca informação. Tenta compreender o que está acontecendo. Conversa com alguém. Organiza um histórico. Procura um profissional. Passa por processos de avaliação. Recebe novas informações. Precisa compreender resultados, compartilhá-los com outras pessoas e decidir o que fazer em seguida.
Depois disso, a jornada continua.
Pode chegar à escola, a outro profissional, ao trabalho, a um serviço público ou a uma nova etapa da vida.
Em cada transição existe a possibilidade de perda de contexto.
É justamente por isso que a Braine começou a olhar cada vez menos para uma interação isolada e cada vez mais para a continuidade da jornada.
Quando pensamos apenas em uma ferramenta, vemos uma etapa.
Quando pensamos em infraestrutura, começamos a enxergar as conexões entre etapas.
O marco das 1.000+ teletriagens importa nesse sentido. Ele significa exposição repetida a contextos reais e, consequentemente, um volume crescente de aprendizados sobre como informação, pessoas, profissionais e instituições se relacionam.
É desse aprendizado que nossa tese continua evoluindo.
Por que a informação se fragmenta ao longo da jornada?

Uma pessoa neurodivergente não deixa de ter uma jornada quando sai de uma consulta.
Ela continua em casa, na escola, no trabalho, nas relações, nos serviços e nas transições entre diferentes ambientes.
Cada um desses contextos enxerga uma parte.
A família conhece histórias e padrões que se desenvolveram ao longo de anos.
A escola observa comportamento, aprendizagem, interação e rotina.
Profissionais possuem diferentes especialidades.
Organizações registram informações de formas diferentes.
Serviços utilizam processos e sistemas diferentes.
Essa distribuição é natural, mas gera um desafio: como preservar contexto enquanto a jornada atravessa tantas fronteiras?
Quando isso não acontece, as mesmas informações precisam ser reconstruídas repetidamente.
Registros podem perder significado fora do ambiente em que foram produzidos.
Uma observação importante pode não chegar a outro profissional.
Uma família pode sentir que está começando novamente a cada nova etapa.
É nesse intervalo que infraestrutura informacional se torna relevante.
O objetivo não é criar um banco de dados maior.
É tornar a informação mais compreensível, contextualizada e útil para orientar próximos passos.
O que é uma infraestrutura informacional inteligente para jornadas neurodivergentes?

Quando falamos em infraestrutura informacional inteligente, não estamos falando de um único aplicativo ou de uma única inteligência artificial.
Estamos falando de um sistema capaz de conectar diferentes elementos da jornada:
sinais → pessoas → conhecimento → organizações → decisões → tecnologia → continuidade.
Os sinais aparecem no cotidiano.
Pessoas percebem e interpretam esses sinais.
Conhecimento ajuda a compreender aquilo que está sendo observado.
Organizações transformam parte desse conhecimento em processos.
Decisões definem próximos passos.
Tecnologia pode ampliar nossa capacidade de organizar e utilizar informação.
E continuidade significa evitar que cada etapa exista como um evento completamente isolado.
Essa infraestrutura pode se manifestar por meio de diferentes produtos, serviços, integrações e fluxos ao longo do tempo.
Por isso, a tese da Braine é maior do que qualquer produto específico.
Produtos evoluem.
Interfaces mudam.
Modelos de inteligência artificial mudam rapidamente.
A necessidade de compreender e coordenar informação ao longo de jornadas permanece.
É essa camada mais profunda que queremos aprender a construir.
Onde entra a inteligência artificial?

A inteligência artificial pode ocupar um papel importante nessa infraestrutura.
Modelos computacionais já conseguem ajudar na organização de grandes volumes de informação, estruturação de registros, identificação de relações, recuperação de conhecimento e apoio a diferentes atividades humanas.
Em jornadas relacionadas a neurodesenvolvimento, saúde, educação e cuidado, porém, capacidade tecnológica precisa caminhar ao lado de responsabilidade.
Dados podem ser sensíveis.
Contexto importa.
Uma probabilidade não substitui julgamento profissional.
Uma resposta bem escrita não é automaticamente uma resposta verdadeira.
E automação não substitui vínculo, responsabilidade ou decisão humana.
Por isso, nossa estratégia não começa perguntando o que a inteligência artificial consegue fazer.
Começa perguntando onde existe um problema relevante e em que medida a tecnologia pode aumentar nossa capacidade de enfrentá-lo de forma responsável.
Essa diferença orienta nossa maneira de construir.
Neurocentricidade: a pessoa e a jornada como referência

À medida que uma organização cresce, mais interesses passam a coexistir.
Existem clientes, usuários, profissionais, instituições, governos, investidores, parceiros e equipes.
Esses interesses podem ser legítimos e, ainda assim, entrar em tensão.
A Braine utiliza a ideia de neurocentricidade como referência para essas situações.
Neurocentricidade significa que a pessoa neurodivergente e a integridade de sua jornada permanecem como nossa referência final de criação de valor.
Isso não elimina a necessidade de sustentabilidade financeira.
Também não elimina requisitos institucionais, técnicos ou regulatórios.
Pelo contrário: uma organização responsável precisa ser sustentável para continuar existindo e entregando valor.
Mas neurocentricidade nos lembra por que os sistemas estão sendo construídos.
A pessoa não existe para alimentar o sistema.
O sistema precisa servir à jornada.
Essa ideia se torna especialmente importante quando falamos em crescimento e internacionalização.
Quanto maior a escala, maior também o risco de perder contexto.
Nosso desafio é ampliar capacidade sem perder a referência humana que justifica essa capacidade.
Da pesquisa brasileira para conversas globais

A circulação internacional da Braine não começou em Lisboa.
Desde 2025, nossa trajetória vem alcançando novos espaços de pesquisa, tecnologia, inovação e relacionamento no Brasil e no exterior.
Em 2026, esse movimento avançou.
Participar de diferentes eventos, encontros acadêmicos e ecossistemas permitiu colocar uma tese construída no Brasil em contato com outras perspectivas.
Isso é importante porque neurodiversidade é global, mas jornadas são contextuais.
Sistemas de saúde mudam de um país para outro.
Sistemas educacionais também.
Regulação, financiamento, infraestrutura, cultura e acesso a profissionais variam.
Até mesmo a maneira como conceitos relacionados à neurodiversidade são compreendidos pode mudar entre sociedades.
Internacionalizar uma tese, portanto, não significa simplesmente replicá-la.
Significa descobrir quais partes permanecem verdadeiras quando o contexto muda.
Que problemas são semelhantes?
Quais diferenças exigem novas soluções?
O que o Brasil pode ensinar?
O que precisamos aprender?
Essas perguntas tornam a circulação internacional muito mais interessante do que simplesmente acumular presença geográfica.
Por que Lisboa importa para a estratégia da Braine?

O Web Summit reúne diferentes partes do ecossistema de inovação em um mesmo lugar.
Tecnologia.
Pesquisa.
Capital.
Grandes empresas.
Governos.
Políticas públicas.
Startups.
Infraestrutura.
Saúde.
Inteligência artificial.
Para uma organização que está tentando construir uma categoria situada justamente na interseção entre diferentes sistemas, esse tipo de ambiente é particularmente relevante.
Para pesquisadores, queremos conversar sobre Ciência da Informação, neurodiversidade, inteligência artificial, saúde e neurodesenvolvimento.
Para organizações de saúde, educação e assistência, queremos compreender como problemas de informação e continuidade aparecem em outros contextos.
Para governos e redes públicas, queremos discutir capacidade institucional, coordenação e infraestrutura.
Para empresas de tecnologia, existem conversas importantes sobre interoperabilidade, dados e inteligência artificial responsável.
Para investidores, queremos discutir o que significa construir uma organização de tecnologia com ambição de escala em uma área na qual confiança, evidência e responsabilidade não podem ser tratadas como detalhes.
Não precisamos conversar com todas as pessoas.
Precisamos encontrar as conversas certas.
Do Web Summit Rio a Lisboa

Existe uma continuidade importante entre o Web Summit Rio e Lisboa.
A Braine já vinha utilizando esses espaços para participar de discussões relacionadas a tecnologia, inclusão, inteligência artificial e neurodiversidade.
Lisboa chega em outro momento da organização.
Chegamos com mais campo.
Com mais aprendizados.
Com uma tese mais clara sobre aquilo que estamos construindo.
Com novas relações institucionais.
E também com novas perguntas.
Essa evolução é importante porque empresas não precisam ter exatamente a mesma compreensão de si mesmas em todas as fases.
Se estamos aprendendo, algumas hipóteses precisam mudar.
Produtos evoluem.
A maneira como descrevemos um problema melhora.
Algumas ideias deixam de fazer sentido.
Outras ganham profundidade.
Para a Braine, isso não é incoerência.
É construir para aprender.
Ciência e empreendedorismo precisam conversar

Pesquisa acadêmica e empreendedorismo operam em ritmos diferentes.
A ciência precisa de método, evidência, revisão e tempo.
O empreendedorismo precisa experimentar, decidir e aprender rapidamente.
Quando esses mundos se afastam demais, ambos perdem.
Pesquisa pode ficar distante de problemas de implementação.
Tecnologia pode avançar mais rápido do que nossa capacidade de compreender suas consequências.
A Braine está tentando aprender a trabalhar justamente nessa fronteira.
Isso exige saber diferenciar decisões reversíveis de decisões que exigem mais rigor.
Exige experimentar sem transformar experimentação em evidência definitiva.
Exige construir produtos sem permitir que marketing prometa mais do que a realidade demonstra.
E exige levar perguntas do campo para a pesquisa, ao mesmo tempo em que levamos conhecimento da pesquisa para o campo.
Essa relação é especialmente importante quando tecnologia encontra neurodiversidade, saúde e informação.
Nossa visão: infraestrutura para a neurodiversidade em escala global

A visão que orienta a Braine é:
construir a maior infraestrutura informacional inteligente para a neurodiversidade, em escala global.
Essa é uma ambição de futuro.
Para nós, escala não deve signific apenas um número maior de usuários, países ou interações.
Uma infraestrutura relevante precisa combinar capacidade de implementação, conhecimento, evidência, confiança, interoperabilidade, alcance institucional e sustentabilidade.
Mais importante: precisa continuar produzindo valor para as jornadas que atravessam esse sistema.
É nesse sentido que a participação em Lisboa se conecta à nossa visão.
Se queremos construir para diferentes contextos, precisamos começar a aprender com diferentes contextos.
Não quando tudo estiver pronto.
Mas enquanto construímos.
Nossa North Star: impactar 10 milhões de jornadas neurodivergentes

Nossa North Star é:
impactar 10 milhões de jornadas neurodivergentes.
Essa frase representa a magnitude do futuro que queremos perseguir.
Chegar perto dessa escala exigirá muito mais do que desenvolver tecnologia.
Será necessário construir conhecimento.
Governança.
Parcerias.
Confiança.
Infraestrutura.
Modelos sustentáveis.
Capacidade institucional.
E uma maneira rigorosa de compreender o que significa uma jornada realmente avançar.
A North Star orienta nossa direção, mas o caminho precisa ser construído passo a passo.
As mais de 1.000 teletriagens fazem parte desse aprendizado.
As 40+ organizações também.
Os 30+ municípios também.
A pesquisa também.
E Lisboa passa a ser outro ponto nessa mesma trajetória.
O que a Braine procura no Web Summit Lisboa 2026?

Não queremos ir a Lisboa apenas para apresentar aquilo que já fazemos.
Queremos encontrar aquilo que ainda não sabemos.
Queremos conversar com universidades e pesquisadores que estejam investigando temas relacionados a neurodiversidade, saúde, inteligência artificial, informação e neurodesenvolvimento.
Queremos conhecer organizações que enfrentam desafios semelhantes de fragmentação e continuidade.
Queremos conversar com governos, redes públicas e formuladores de políticas interessados em informação, infraestrutura e capacidade institucional.
Queremos conhecer empresas que estejam construindo componentes relevantes de inteligência artificial, interoperabilidade e infraestrutura digital.
Queremos encontrar investidores capazes de compreender que tecnologias relacionadas a saúde, neurodiversidade e informação precisam combinar potencial de escala com responsabilidade.
E queremos conhecer pessoas que discordem de nós de maneira útil.
Uma boa relação internacional não existe apenas para confirmar que estamos certos.
Ela também existe para colocar nossas hipóteses à prova.
O que queremos trazer de Lisboa para o Brasil?

O verdadeiro valor de uma missão como essa aparece depois da viagem.
Que relação continuou?
Que conhecimento voltou?
Que hipótese mudou?
Que projeto nasceu?
Que parceiro abriu uma possibilidade antes inacessível?
Que prática internacional pode melhorar aquilo que fazemos no Brasil?
E que experiência brasileira pode contribuir para alguém que está tentando enfrentar problemas semelhantes em outro lugar?
Essas são perguntas mais importantes do que o número de reuniões, cartões ou fotos produzidas durante o evento.
Queremos que Lisboa aumente nossa capacidade quando voltarmos.
Porque internacionalização, para nós, precisa ser circulação de conhecimento em duas direções.
Do Brasil para o mundo.
E do mundo de volta para o Brasil.
Perguntas frequentes sobre a Braine no Web Summit Lisboa 2026
A Braine vai participar do Web Summit Lisboa 2026?
Sim. A Braine foi selecionada via CIETEC para integrar a Missão da ApexBrasil ao Web Summit Lisboa 2026. Em Lisboa, a empresa participará da agenda brasileira de internacionalização e do Pavilhão Brasileiro, em um movimento voltado à ampliação de aprendizado, relações e conexões internacionais.
Quando acontece o Web Summit Lisboa 2026?
O Web Summit Lisboa 2026 acontece entre 9 e 12 de novembro de 2026, em Lisboa, Portugal. O evento reúne empresas, startups, investidores, pesquisadores, formuladores de políticas públicas e profissionais de tecnologia de diferentes países.
O que é a Braine?
A Braine é uma organização neurocêntrica que está construindo infraestrutura informacional inteligente para jornadas neurodivergentes. Sua tese conecta informação, pessoas, conhecimento, organizações, decisões e tecnologia para contribuir para jornadas mais claras, coordenadas e contínuas.
Quem fundou a Braine?
A Braine foi fundada por Gabriel Cirino, fundador e CEO da organização, pesquisador, mestre e doutorando em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo (USP). Sua atuação está no encontro entre neurodiversidade, inteligência artificial, informação e cuidado.
Qual é a relação da Braine com a USP?
A trajetória da Braine possui origem ligada à pesquisa na Universidade de São Paulo. A empresa também recebeu o reconhecimento de Startup com DNA USP e mantém uma trajetória de aproximação com o ecossistema de inovação da Universidade, incluindo a Agência USP de Inovação (AUSPIN).
O que a Braine faz em neurodiversidade?
A Braine desenvolve pesquisa, produtos e iniciativas voltadas à organização e circulação de informação ao longo de jornadas neurodivergentes. Entre suas experiências de campo estão teletriagens orientativas e cooperações com profissionais, famílias, escolas, organizações e redes de serviços.
Quantas teletriagens a Braine já realizou?
No atual marco de 2026, a Braine já realizou mais de 1.000 teletriagens em campo, coopera com mais de 40 organizações e está presente em mais de 30 municípios, em diferentes estados e regiões do Brasil.
O que significa infraestrutura informacional inteligente para a Braine?
É uma forma de organizar como sinais, pessoas, conhecimento, organizações, decisões e tecnologia podem se conectar ao longo de uma jornada neurodivergente. O objetivo é reduzir fragmentação informacional e ajudar pessoas e instituições a compreender melhor contextos e coordenar próximos passos.
Como a Braine utiliza inteligência artificial?
A inteligência artificial é tratada como uma tecnologia capaz de ampliar a capacidade de organizar, recuperar, estruturar e utilizar informação. Na Braine, porém, a tecnologia vem depois da definição do problema e da compreensão científica do contexto, seguindo a lógica Humanidade → Ciência → Tecnologia.
Qual é a visão da Braine?
A visão da Braine é construir a maior infraestrutura informacional inteligente para a neurodiversidade, em escala global. Essa visão orienta a organização no longo prazo e está associada à construção de conhecimento, tecnologia, confiança, interoperabilidade e capacidade institucional.
Qual é a North Star da Braine?
A North Star da Braine é impactar 10 milhões de jornadas neurodivergentes. Ela representa a magnitude da mudança que a organização deseja perseguir no longo prazo e orienta decisões relacionadas a escala, produtos, pesquisa, parcerias e internacionalização.
Por que o Web Summit Lisboa é importante para a estratégia da Braine?
Porque cria um ambiente de encontro entre tecnologia, ciência, capital, políticas públicas, empresas e diferentes ecossistemas internacionais. Para a Braine, Lisboa é uma oportunidade de confrontar sua tese em novos contextos, desenvolver relações qualificadas e trazer novos aprendizados para aquilo que já está sendo construído no Brasil.
Agora, Lisboa
Chegar a um evento internacional pode parecer uma linha de chegada.
Para nós, faz mais sentido tratá-lo como uma nova pergunta.
O que vamos aprender?
Que pessoas precisamos conhecer?
Que parte da nossa tese se tornará mais forte quando encontrar outros contextos?
Que parte precisará mudar?
E como cada novo aprendizado poderá melhorar aquilo que estamos construindo no Brasil?
A Braine nasceu da pesquisa, encontrou o campo e começou a transformar uma pergunta sobre informação e neurodiversidade em uma infraestrutura em construção.
Agora, essa conversa chega a Lisboa.
Queremos levar conosco campo real, ciência, perguntas difíceis e a disposição de aprender.
E queremos voltar com mais conhecimento, melhores relações e novas hipóteses para testar.
Se você estará no Web Summit Lisboa 2026 — ou trabalha com neurodiversidade, ciência, saúde, educação, inteligência artificial, Ciência da Informação, políticas públicas, investimento ou inovação responsável — queremos conversar.
Quem a Braine deveria conhecer em Lisboa?
Do Brasil para o mundo.
E do mundo de volta para o Brasil.
Sempre preservando aquilo que queremos manter como referência, independentemente da escala:
a pessoa e a jornada.
Humanidade → Ciência → Tecnologia.