O futuro da inclusão não cabe em diagnósticos. O livro Fronteiras da Neurodiversidade é um convite para repensar o cuidado neurodivergente no brasil e no mundo.
Se você já foi reduzido a um diagnóstico, sabe exatamente o que significa viver no espaço, por vezes estreito, por vezes abissal, entre o que está escrito no laudo e aquilo que pulsa na sua vida real. Esse intervalo, que oscila entre ser apenas uma linha tênue e se tornar um abismo intransponível, é o território onde nascem as perguntas mais urgentes, aquelas que a ciência muitas vezes evita, que a sociedade prefere não ouvir e que os protocolos, com sua aparente neutralidade, silenciam.
Quem decide o que é “normal”?
Quem determina quais nuances da experiência humana merecem atenção e quais serão descartadas como “irrelevantes”?
E, mais inquietante ainda: o que se perde — em termos de dignidade, de singularidade, de potência — quando uma história de vida é reduzida a um conjunto de códigos e siglas?
Vivemos em um tempo em que a burocracia do cuidado ameaça engolir a própria essência do cuidado. Um tempo em que a velocidade das classificações e a rigidez dos protocolos muitas vezes sufocam o que é vivo, imprevisível e único em cada pessoa.
É nesse cenário que nasce Fronteiras da Neurodiversidade, meu primeiro livro, volume inaugural da série Neuropsicanálise e também a primeira obra resultante de minha pesquisa de doutorado. Mas esta não é uma publicação que se propõe a simplesmente “explicar” o que são o autismo ou o TDAH. Não é um manual, não é um compêndio técnico e, definitivamente, não é uma tentativa de domesticar a complexidade da mente humana.
O que proponho aqui é um gesto muito mais ousado: abrir um caminho onde ciência e poesia não apenas coexistam, mas se entrelacem; onde o ato de pesquisar seja também um ato de escuta radical; onde o cuidado não se limite à aplicação fria de protocolos, mas se expanda para incluir aquilo que eles não alcançam — o silêncio, a metáfora, a contradição, o invisível. Fronteiras da Neurodiversidade é um convite para atravessar comigo o limiar entre o que pode ser medido e o que só pode ser sentido; entre aquilo que é visível aos olhos da estatística e aquilo que só se revela na intimidade de uma escuta verdadeira.
Porque é justamente no não-dito — nesse território fértil e indomável — que habita a parte mais preciosa da experiência humana. E é esse espaço, que a pressa dos diagnósticos e a lógica produtivista tantas vezes desprezam, que eu quero proteger, explorar e, sobretudo, devolver à narrativa das próprias pessoas que vivem nele.
Sumário
Por que este livro é necessário: A crise da Laudolatria e a busca por uma escuta ausente

Vivemos o maior paradoxo da era contemporânea. Nunca se falou tanto sobre saúde mental e neurodiversidade, nunca tivemos tantos artigos científicos, dados, estudos longitudinais, diagnósticos precoces, ferramentas digitais e protocolos supostamente infalíveis. E, ainda assim, nunca estivemos tão perto de perder o essencial. A avalanche de informações, que deveria ampliar nossa visão, muitas vezes a estreita perigosamente, reduzindo pessoas a tabelas, planilhas, códigos e siglas.
Essa fome por precisão, essa corrida para diagnosticar mais rápido e padronizar mais profundamente, está nos custando algo que nenhuma máquina, nenhum DSM e nenhum CID jamais poderão substituir: uma escuta genuína, humana e radicalmente atenta ao singular. É aqui que entra o fenômeno que batizei de Laudolatria — a adoração cega do laudo, a crença quase religiosa de que o que está escrito é a verdade absoluta.
O laudo, que deveria ser bússola, torna-se muro. Isola o profissional do paciente. Coloca vidro entre quem precisa falar e quem deveria ouvir. Cria a ilusão de que o real cabe no papel e descarta tudo o que não se encaixa nos critérios oficiais. Na lógica da Laudolatria, se não está escrito, não existe. E assim, vidas inteiras são transformadas em meros inventários de sintomas.
Mesmo estatísticas impactantes — como o dado norte-americano de que 1 em cada 36 crianças está no espectro autista — tornam-se vazias se não forem lidas com sensibilidade e contexto. No Brasil, o cenário é ainda mais grave: desigualdades estruturais, atrasos históricos em políticas públicas, escassez de profissionais capacitados e barreiras regionais que limitam o diagnóstico e o cuidado. Mas o problema central não é apenas o acesso: é o olhar. Números não são pessoas, mas pessoas são mais do que números.
É nesse ponto que apresento, neste livro, a Teoria Geral do Inconsciente Informacional Computacional (TG-IIC). Uma visão que rompe com a ideia de que o inconsciente se limita ao psíquico, reconhecendo-o como uma vasta rede simbólico-inferencial, onde dados sensoriais, memórias afetivas e informações não-verbais se cruzam e se processam antes mesmo que a linguagem intervenha. Isso significa que escutar não é apenas ouvir palavras — é decifrar gestos, silêncios, padrões, desvios. É entender que um olhar desviado ou uma colher alinhada não são “sintomas” isolados, mas linguagem viva, pedindo tradução.
Conheça o nosso blog e adquira o livro Fronteiras da Neurodiversidade
Ler Fronteiras da Neurodiversidade é apenas o começo de uma travessia intelectual, prática e sensível. A experiência que o livro propõe encontra continuidade em um ecossistema de reflexões, estudos e provocações que temos construído na Braine por meio do nosso blog e redes sociais.
Estamos falando de fazer parte de uma rede viva de pensamento que une ciência, cuidado, tecnologia e prática cotidiana.
No blog da Braine, cada artigo é pensado como uma extensão desse debate, uma lente para aprofundar discussões, conectar evidências e transformar conceitos em prática. Ali, você pode mergulhar em temas que atravessam a neurodiversidade por diferentes ângulos, todos com a mesma seriedade teórica e a mesma inquietação transformadora que estruturam o livro.
Alguns exemplos de conteúdos do blog que podem te ajudar nessa descoberta em conjunto com a proposta de Fronteiras da Neurodiversidade são:
- Como descobrir se eu sou superdotado — Um mergulho nas nuances da superdotação, desconstruindo mitos e trazendo ferramentas de compreensão que vão além do rótulo simplista, conectando-se ao capítulo em que discutimos a invisibilidade de altas habilidades no Brasil.
- Neurodiversidade: o que é e as 5 neurodivergências mais comuns — Um panorama acessível e profundo que serve como porta de entrada para quem quer compreender a amplitude do conceito, antes de avançar nas reflexões mais densas que o livro propõe.
- Psicopedagogia: a tecnologia a favor do cuidado na escola — Um exemplo concreto de como unir teoria e prática, mostrando que a sala de aula pode se tornar laboratório vivo da neurodiversidade, quando há intencionalidade e abertura para inovar.
- Neuropsicologia e inteligência artificial na saúde mental — Um diálogo direto com os capítulos em que exploramos o papel da tecnologia como suporte, nunca substituto, do cuidado humano.
- 12 famosos brasileiros neurodivergentes — Histórias que humanizam e dão rosto à diferença, lembrando que a neurodiversidade não é conceito abstrato, mas pulsação concreta no cotidiano de pessoas que marcam a cultura, a ciência e o esporte.
- O que é ser neurodivergente: tudo o que você precisa saber — Um guia essencial que amarra conceitos, amplia perspectivas e se conecta com o compromisso do livro de traduzir complexidade em clareza sem jamais perder profundidade.
Explorar esses conteúdos é preparar o terreno para que a leitura de Fronteiras da Neurodiversidade seja ainda mais rica, profunda e transformadora.
O livro é, por si só, um manifesto de ruptura e reconstrução. Mas ao lado do blog, ele se transforma em movimento contínuo: um exercício de reflexão que se desdobra em prática, um debate vivo que nunca se encerra na última página.
E para quem deseja atravessar essa fronteira com coragem e consciência, o convite é direto: adquira o livro Fronteiras da Neurodiversidade na Amazon. Cada capítulo é um mapa para navegar territórios que até então foram ignorados ou mal interpretados, e cada página é uma provocação para transformar não apenas sua forma de pensar, mas sua forma de agir no mundo.
Você já sabe o que é neurodivergência?

Ser neurodivergente é ter um funcionamento neurológico que não segue o roteiro mais comum — aquele que a sociedade, por muito tempo, escolheu chamar de “normal”. O termo descreve indivíduos cujos cérebros operam segundo lógicas e ritmos distintos daqueles considerados padrão.
Esses padrões, aliás, são definidos mais por estatísticas e convenções históricas do que por qualquer verdade absoluta sobre o que é certo ou desejável no modo de pensar, aprender, sentir ou interagir com o mundo.
Para aprofundar essa reflexão e explorar outros aspectos relacionados à neurodiversidade, saúde mental e inovação, vale a pena conferir o texto: “Diferenças entre deficiência, transtorno e variação neurológica“, publicado aqui no blog da Braine. Nele, discutimos os conceitos e as diferenças entre esses termos, ampliando o olhar sobre a importância de usar a terminologia correta para promover um debate respeitoso e livre de estigmas sobre o tema.
Esse padrão esperado se define no adjetivo “neurotípico”, o qual se refere-se às pessoas que se encaixam nesse modelo predominante de funcionamento cognitivo — um modelo que, embora tenha sido naturalizado ao longo do tempo, não representa a totalidade das possibilidades humanas. É apenas uma das diversas formas de existir e pensar.
O problema está especificamente na existência desse padrão, porque ele tem sido usado para medir a adequação, o valor e até a dignidade das pessoas em sociedade por algo que simplesmente é natural do ser humano: ser diferente uns dos outros. Por isso, não deveria existir padrão para nada que envolve ser alguém no mundo.
A compreensão da neurodivergência impacta diretamente no design de ambientes e interfaces. Conforme o artigo “Análise do Uso de Técnicas Centradas no Usuário como Apoio à Elicitacão de Requisitos de Acessibilidade para Usuários Neurodivergentes” ao projetarmos sistemas e espaços considerando a diversidade de funcionamentos cerebrais, criamos soluções mais eficazes e acessíveis para todos, demonstrando um pragmatismo que beneficia a coletividade.
Do caos à escuta: O nome antes do CID

Minha trajetória não começou em uma biblioteca silenciosa, cercada de teorias e citações acadêmicas. Ela começou no ruído — no choque brutal entre o que eu vivia e o que o mundo julgava saber sobre mim.
Por décadas, caminhei entre olhares enviesados, explicações simplistas e rótulos mal colados. Aos 30 anos, vieram as palavras “oficiais”: TDAH, TAG, superdotação — a chamada dupla excepcionalidade. Antes delas, vieram os apelidos que ecoavam em cada sala de aula e reunião de família: “difícil”, “desatento”, “intenso demais”. Palavras que nunca capturaram o que realmente acontecia dentro de mim.
Para quem olhava de fora, aquilo era falta de educação, insubordinação, rebeldia infantil. Mas, dentro de mim, era outra coisa: uma busca quase instintiva por ordem sensorial, por um ponto de ancoragem num mundo que parecia grande demais e barulhento demais. O problema não era o ato — era a leitura. O diagnóstico que não existia ainda não podia me explicar, e o julgamento apressado tomava o lugar da escuta.
Esse é o terreno em que este livro se move: o espaço entre a experiência interna e o julgamento externo. O lugar onde, antes do código de um CID, existe um nome, uma história, uma dignidade. Como Felipe, que alinha colheres na cozinha. A Laudolatria o vê como “comportamento repetitivo” — algo a ser corrigido. Mas quem aprende a escutar, sem pressa e sem manual, entende que aquilo é um mapa de segurança emocional. É um ritual para manter o controle diante do caos.
Falar sobre “o nome antes do CID” é um convite para que, antes de medir, classificar e tratar, possamos ver. Ver a pessoa antes da etiqueta. O humano antes do protocolo. O universo único que existe antes do código impresso no prontuário.
Saiba mais sobre a minha história lendo o artigo: Conheça Gabriel Cirino CEO da Braine
O que você vai encontrar em Fronteiras da Neurodiversidade.
“Fronteiras da Neurodiversidade” não se presta a ser folheado como um manual técnico ou consumido como uma receita de autoajuda de aeroporto. Ele é um livro para ser atravessado — como quem cruza um território desconhecido, com passos lentos, respiração atenta e coragem para olhar onde dói. Cada página é um convite para sair do conforto das respostas prontas e entrar no desconforto fértil das perguntas que podem mudar radicalmente a forma como você vê o mundo.
Ao longo de 12 capítulos, você encontrará um tecido denso, entrelaçado e inquieto de ideias, histórias e provocações que não pedem licença para existir:
- Ciência que não se dobra à conveniência — Aqui, a verdade não é moldada para caber nas expectativas de quem prefere narrativas fáceis. Você vai encontrar dados sólidos, pesquisas nacionais e internacionais, análises transdisciplinares e estudos que desmontam, com precisão cirúrgica, os mitos que ainda cercam o autismo, o TDAH, a dislexia e tantas outras condições neurodivergentes. Nada de achismos, generalizações ou “segundo fulano disse”. Cada afirmação é sustentada por evidências robustas, mas escritas com clareza o suficiente para que qualquer pessoa — independentemente do nível acadêmico — possa compreender e se apropriar desse conhecimento. Porque informação boa é aquela que não fica trancada nas universidades, mas chega ao cotidiano de quem mais precisa dela.
- Poesia que ultrapassa a métrica — Há verdades que não cabem em gráficos, diagnósticos ou relatórios. E é por isso que este livro também se faz de narrativa viva, que transforma estatísticas frias em histórias com cheiro, voz e pele. Você vai encontrar relatos que mostram como é viver na pele da diferença — não como um caso clínico, mas como um corpo que sente, um coração que pulsa e uma mente que insiste em desafiar padrões. Aqui, a neurodiversidade não é um número, é uma respiração, às vezes ofegante, às vezes suave, mas sempre carregada de presença. Porque nenhum laudo é capaz de conter o tamanho da vida que existe dentro de uma mente atípica.
- Manifesto para mudar a paisagem — Este não é um livro que se contenta em explicar conceitos. É um chamado para mexer nas estruturas que nos cercam: das políticas públicas que continuam ignorando as necessidades reais das pessoas neurodivergentes, às práticas educacionais que insistem em enquadrar todos no mesmo molde; das abordagens clínicas que patologizam o que é diferença, às mentalidades enraizadas que confundem inclusão com concessão. Aqui, você vai encontrar propostas concretas, aplicáveis e disruptivas para fazer o mundo não apenas compreender, mas acolher, valorizar e amplificar quem pensa fora da curva. Porque não basta “entender” — é preciso transformar.
No fim, este livro que carrega um grande registro de conhecimento e um compilado de belas reflexões, faz muito mais do que isso. Ele também exerce a função de uma ferramenta de provocação, um catalisador de mudança. É uma lente para enxergar o que sempre esteve ali, mas que passava despercebido. É um mapa para quem está exausto de discursos polidos e superficiais, e quer uma fala que misture o rigor da ciência, a potência da arte e a urgência da ação.
A série Neuropsicanálise e o ecossistema Braine: construindo pontes entre ciência, sensibilidade e vida real
Este livro é apenas o ponto de partida de uma jornada que não tem fim imediato. A série Neuropsicanálise nasce de uma inquietação profunda: a de transformar o conhecimento científico em cuidado efetivo, humano e ético. Não se trata de mais um projeto acadêmico isolado; trata-se de um movimento que se propõe a repensar os paradigmas da saúde mental, da educação e da inclusão, conectando teoria, prática clínica e inovação tecnológica de maneira indissociável.
Cada volume da série se debruça sobre questões essenciais que atravessam a vida das pessoas neurodivergentes: a superdotação, frequentemente ignorada ou mal compreendida; a saúde mental no contexto escolar, marcada por lacunas estruturais que geram sofrimento desnecessário; e a intersecção entre neurociência, psicanálise e inteligência artificial, explorando caminhos para que a tecnologia não substitua, mas potencialize a escuta, a compreensão e o cuidado personalizado.
Cada capítulo, cada estudo de caso, cada reflexão está intimamente ligado à minha pesquisa de doutorado na ECA-USP e ao trabalho diário da Braine, a startup que fundei com um propósito claro e radical: transformar dados em cuidado, transformar estatísticas em experiências humanas, transformar tecnologia em presença.
Na prática, isso se materializa em soluções concretas, éticas e revolucionárias que são apresentadas no Fronteiras da Neurodiversidade:
- AURA-T: Mais do que uma ferramenta de triagem precoce para autismo e outras condições, a AURA-T é uma tentativa de humanizar a tecnologia. Ela foi concebida para ser transparente, ética e sempre orientada pelo princípio de que nenhum algoritmo pode substituir a escuta humana, mas pode, sim, apoiar e ampliar a capacidade de identificar necessidades reais e criar intervenções mais precisas e sensíveis.
- Care360: Esta plataforma é a materialização de um conceito central: o cuidado nunca é isolado. Care360 integra saúde, educação e assistência social em uma rede colaborativa, permitindo que todos os agentes envolvidos — famílias, profissionais, escolas, clínicas e serviços públicos — trabalhem juntos. É a prática de colocar a teoria do ecossistema de cuidado em ação, garantindo que ninguém seja deixado à margem, e que cada ação reverbere positivamente no ciclo de atenção e desenvolvimento da pessoa.
- BrunaAI: Aqui a tecnologia vai além do processamento de dados; ela aprende com histórias, experiências e vivências reais. BrunaAI traduz laudos complexos e protocolos clínicos em planos de cuidado vivos, flexíveis e adaptáveis, respeitando a singularidade de cada indivíduo e de cada território. É uma ponte entre o rigor técnico e a humanidade do cuidado, um exemplo de como a inteligência artificial pode traduzir complexidade em ação empática e prática.
O objetivo final da série Neuropsicanálise e do ecossistema Braine é singular, mas ambicioso: construir pontes sólidas entre o diagnóstico clínico e a vida real, unindo ciência, sensibilidade e tecnologia. Cada página, cada ferramenta, cada reflexão é uma tentativa de transformar o mundo — não apenas de compreender, mas de fazer com que ele seja mais habitável, justo e humano para todas as pessoas neurodivergentes.
Para quem é este livro: Um convite para atravessar a fronteira

“Fronteiras da Neurodiversidade” não é apenas um livro; é um território a ser explorado, um convite para sair do conforto das respostas prontas e mergulhar no desconforto fértil das perguntas que transformam nossa forma de ver o mundo. Esta obra é pensada para múltiplos públicos, mas sobretudo para aqueles que sentem a urgência de olhar para além dos protocolos e das classificações, enxergando a pessoa inteira, com sua história, subjetividade e potencial.
- Profissionais de saúde: Se você é médico, psicólogo, terapeuta ou educador que já se sentiu limitado pelos laudos e protocolos, este livro é um chamado à ampliação da escuta. Não se trata apenas de aplicar testes ou preencher formulários, mas de resgatar a dimensão humana por trás de cada CID, percebendo gestos, silêncios e narrativas que não cabem em uma folha de papel. É um convite a questionar a supremacia do laudo e a construir práticas de cuidado mais sensíveis, éticas e conectadas à realidade de cada indivíduo.
- Educadores e profissionais da educação: A inclusão não é um manual pronto. Não existe uma cartilha que resolva os desafios complexos de uma sala de aula diversa. Este livro oferece estratégias de escuta, interpretação e adaptação que reconhecem a singularidade de cada aluno. É um alerta para que o educador perceba que a neurodiversidade pulsa em cada gesto, cada olhar e cada silêncio, e que a verdadeira inclusão exige flexibilidade, criatividade e coragem para atravessar fronteiras invisíveis no cotidiano escolar.
- Famílias: Para aqueles que já ouviram o doloroso “não tem verba” ou “não há solução” diante de uma necessidade urgente, este livro é um guia de empoderamento e resistência. Ele oferece repertório, referências e uma visão estratégica para lutar pelos direitos de filhos, irmãos ou pessoas amadas, mostrando que é possível transformar burocracia e falta de recursos em ação efetiva, baseada em conhecimento e compreensão profunda da experiência neurodivergente.
- Pesquisadores, empreendedores e agentes de mudança social: Se você trabalha na interseção entre ciência, inovação e impacto social, este livro oferece uma base teórica sólida e provocativa, capaz de orientar projetos que não se contentam com respostas superficiais. Aqui, dados e histórias se entrelaçam para inspirar soluções que respeitam a complexidade humana e ampliam as fronteiras do possível.
- Pessoas neurodivergentes: Acima de tudo, este livro é para você. Para quem quer se ver representado sem estereótipos, para quem busca narrativas que ressoem com suas experiências de vida, para quem sente o peso de ser reduzido a um rótulo ou uma estatística. É um espaço onde sua voz, suas sensações e sua singularidade são reconhecidas como fundamentais, onde o nome de cada pessoa vem antes de qualquer CID.
Se você se reconhece em qualquer uma dessas categorias — ou se simplesmente sente que nunca coube nas molduras que o mundo tenta impor — voce faz parte dos que lutam contra essas fronteiras da neurodiversidade, e este livro é seu convite à travessia. É a promessa de olhar o invisível, escutar o não dito e construir pontes entre ciência, sensibilidade e vida real.
Um movimento pela dignidade humana

Este livro é mais do que páginas encadernadas; é um ato político, uma declaração de princípios e um movimento em ação. Ele se insere no ecossistema Neurodiversidade: Informação e Saúde, que já mobilizou milhares de pessoas, culminando no maior evento online sobre o tema no Brasil. Cada leitura é uma escolha consciente de resistência contra a Laudolatria, contra a adoração cega do laudo e da estatística em detrimento da pessoa.
Ao adquirir esta obra, você não apenas lê; você participa de um movimento, apoiando iniciativas que conectam pesquisa acadêmica, tecnologia humanizada, formação de profissionais e políticas públicas inclusivas. Cada capítulo, cada história e cada reflexão é uma ferramenta para mudar mentalidades, práticas e estruturas, promovendo um cuidado que é presença, escuta e ação, e não mero procedimento burocrático.
Cada leitura é um ato de coragem e sensibilidade, uma afirmação de que a neurodiversidade não é um desvio a ser corrigido, mas um ritmo próprio a ser compreendido e respeitado. É um chamado para reconhecer que, quando escutamos verdadeiramente, não apenas devolvemos respostas — devolvemos futuro, dignidade e pertencimento.
Como adquirir
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Atravessando a fronteira da neurodiversidade com a Braine
A neurodiversidade não é estatística, não é rótulo e não se dobra a protocolos; ela é singularidade, intensidade e complexidade — e só pode ser compreendida quando a escuta se torna profunda, atenta e humana.
“Fronteiras da Neurodiversidade” de Gabriel Cirino não é um livro para ser lido às pressas. É uma experiência que exige tempo, atenção e coragem: coragem para questionar velhos paradigmas, para confrontar simplificações e para reconhecer que cada pessoa carrega um universo que jamais se reduzirá a uma sigla. Aqui, o nome vem antes do CID; a experiência, antes da classificação; a dignidade, antes do laudo. É um manifesto vivo, uma ferramenta de transformação e uma ponte entre o que está no papel e o que pulsa na vida real.
E essa travessia não precisa terminar nas páginas do livro que voce pode adquirir aqui.
No blog da Braine, você encontrará um universo expandido de reflexões, histórias e práticas sobre neurodiversidade, saúde mental, inovação e inclusão. Cada artigo é um passo adicional na jornada de escuta e compreensão, uma oportunidade de mergulhar ainda mais fundo em conceitos que impactam diretamente a vida de pessoas, famílias e profissionais.
Se você é profissional de saúde, educador, pesquisador, familiar ou alguém que deseja compreender melhor a experiência neurodivergente, este livro é um convite irrecusável: para ler, refletir e agir. Adquirindo “Fronteiras da Neurodiversidade”, você está entrando em um movimento que acredita que cada diferença é valiosa, cada voz merece ser ouvida e cada experiência importa.
Estamos falando de participar de um projeto que transforma conhecimento em cuidado, dados em compreensão e observação em empatia. O futuro que queremos — mais humano, inclusivo e atento às singularidades — começa no gesto simples de abrir este livro e continuar a jornada no blog da Braine.